17/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Setor de Cosméticos enfrenta dificuldades para se firmar no PIM. Logística e matéria-prima são os principais problemas

Publicado em 06 de setembro, 2013

Apesar de todas as adequações no Processo Produtivo Básico (PPB) ao longo dos últimos anos, o segmento de cosméticos ainda não “engrenou” no Polo Industrial de Manaus (PIM). Logística difícil, matéria-prima em baixa escala e regras exigentes para fabricação dos produtos são os principais problemas para o desenvolvimento maior do setor local.

Conforme a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), por meio da assessoria de comunicação, o segmento não se estabeleceu conforme o esperado. Há pequenas e médias empresas em pleno funcionamento no Estado, mas como não há uma cadeia produtiva bem desenvolvida, para fornecimento de matéria-prima em grande quantidade, as empresas atuam mais voltadas para o mercado regional.

Na opinião do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, existe também uma pressão da indústria nacional para inviabilizar negócios aqui. Isso porque, caso as grandes empresas realmente fixassem bases no Estado com toda a biodiversidade local, polos industriais de outras regiões sofreriam abalo.

Além disso, segundo o vice-presidente da Fieam, o PPB em vigor inviabiliza a fabricação de muitos produtos pelo segmento. “É preciso ajustes para fazer um PPB menos exigente, mais prático e a ser absorvido pelas empresas”, salienta. Quanto a isso, Azevedo garante que as representantes industriais amazonenses têm feito gestões.

Atualmente, o ramo de fitocosméticos é formado por pequenas e médias empresas no parque fabril de Manaus. Instaladas no Distrito Industrial de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Amazonas (Dimpe) Ozias Monteiro Rodrigues, estão Pharmacos da Amazônia, Gotas e Cheiros da Amazônia Ltda. e Amazongreen. O período de incubação é de cinco anos, prorrogável pelo mesmo período. Com sede própria no PIM, estão implantadas Amazonervas e Pronatus.

A primeira portaria que criou o PPB do setor foi de 1993, posteriormente, houve uma regulamentação em 2002. Cinco anos depois, foi publicado um novo processo, com o objetivo de atrair investidores para a região.  O último PPB aprovado é o da Portaria Interministerial nº 273 de 2012.

Logística “emperra”

Há 27 anos no mercado, a Pronatus tem como maior empecilho a logística, segundo o proprietário e farmacêutico Evandro Silva. “A dificuldade é tanto para receber alguns insumos, que não temos disponíveis aqui, quanto para atender a outros mercados no país”, lamenta.

Silva menciona que um cliente de Santa Catarina, por exemplo, espera até mais de um mês para receber os produtos da marca. Por conta disso, cria-se outro problema, o tempo dado para o cliente pagar deve ser estendido, chegando a superar dois meses. “Essa logística complicada prejudica a concorrência das empresas locais com outras instaladas no Sul e Sudeste do país e dificulta o acesso a novos mercados”, ressalta.

Mesmo com as dificuldades, o foco da Pronatus neste ano é a divulgação dos produtos da marca em feiras nacionais, a fim de ganhar as vitrines de outros Estados brasileiros. Atualmente, a empresa atende Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e toda a Região Norte, considerada como principal mercado consumidor. No portfólio da Pronatus, 45 produtos, divididos em cuidados com o cabelo, rosto, corpo, unhas, mãos e pés, entre outros.

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