21/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Parintins, a emoção da volta: artistas comemoram alegorias nas ruas, após dois anos de espera

Publicado em 21 de junho, 2022

Fotos: Divulgação

A emoção de ver o trabalho concluído após meses de criação tomou conta dos artistas do Boi Caprichoso na saída dos módulos alegóricos para a concentração do Bumbódromo. Sentimentos de gratidão pela primeira etapa da missão cumprida estampavam de alegria os sorrisos de artistas e dirigentes.

O transporte é feito pelos 200 Paikicés, denominação dada os condutores das gigantes estruturas do azul e branco. Todos receberam os EPIs, equipamentos de segurança para o translado dos módulos, como botas, luvas, capacetes e uniforme completo.

Foto: Divulgação

Antes do início do translado, artistas, equipes de logística e os Paicksés receberam bênçãos em um momento de oração, conduzido pelo pároco da Paróquia de São José Operário, Irley koide.

“É gratificante mais uma vez coordenar o transporte das alegorias, um trabalho que me orgulho muito” dizia Jofre Lima, que está desde 1995 realizando o trabalho. Segundo ele, cerca de 50 módulos serão transportados até a última noite do festival.

Foto: Divulgação

Os primeiros a deixar os galpões foram os módulos dos rituais Reahú Yanomami, do artista Juscelino Ribeiro, do ritual do Tupari de Algles Ferreira e Wayana Apalay de Kenedy Prata.

Kenedy disse que o ritual Wayana Apalay vai atingir entre 15 a 16 metros, largura 8 metros e comprimento 20 metros. Kenedy comemorou muito a conclusão dos módulos. A toada do ritual é A Batalha dos Três Exércitos.

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O artista Algles Ferreira estava feliz com o resultado do trabalho. “Estou muito feliz de voltar para os galpões e produzir arte que eu amo. E mais ainda ver nossas alegorias indo para a concentração. Isso toca muito a gente já que não víamos isso acontecer há dois anos ”, disse emocionado. Ele está no Caprichoso há 28 anos e começou com apenas 13 anos nas equipes.

Foto: Divulgação

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O ritual indígena com origem em Rondônia promete impactar pelo trabalho que foi feito com a toada “A Friagem”. “É um projeto lindo que ganhei de presente do Conselho de Arte e vamos repetir o que temos conseguido nos últimos anos que são as notas dez. A galera pode esperar por movimentos e aparições surpreendentes”, falou confiante.

O diretor de logística e concentração Zandonaide Bastos disse que saiu tudo dentro da programação, com logística na praça, banheiros químicos e contêiner básico para servir de almoxarifado na concentração.

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