Com a cota em 27,67 metros, alcançada nesta segunda-feira (05/08), conforme dados do Serviço de Hidrologia do Porto de Manaus, o rio Negro desceu 1,65 metro desde o início da vazante, em 17 de junho. Entretanto, se considerada a vazante histórica, registrada em 24 de outubro de 2010, quando o nível ficou em 13,63 metros, o rio ainda está a 41 metros daquela marca, que foi de 14,04 metros.
Nos primeiros cinco dias do mês de agosto, de acordo com informações do Porto de Manaus, o rio Negro vazou 29 centímetros, ao sair de 27,96 para 27,67 hoje (05/08). A descida foi equivalente à registrada no mesmo período do ano passado. No entanto, em 5 de agosto de 2012, a cota era de 27,80 metros.
Responsável pela medição do nível de água do rio Negro no Porto de Manaus, o engenheiro Valderino Pereira acredita que a vazante deste ano “dificilmente bate” a registrada em 2010. Entretanto, ele ressalta que a descida do rio será acentuada e ocorrerá até final de outubro ou início do mês de novembro.
O superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio Oliveira, afirma que o ritmo da descida das águas está dentro da normalidade, de cinco a seis centímetros por dia, para os rios Negro, Solimões e Amazonas. No entanto, no final de agosto ou início de setembro, essa média deve saltar para 30 centímetros por dia.
No ano passado, o fim do fenômeno natural de vazante foi confirmado pelo CPRM no dia 24 de outubro, com a cota de 16,92 metros.
Madeira
Conforme Oliveira, a preocupação, no momento, é com a vazante do rio Madeira, no Sul do Amazonas. “Como o Madeira finalizou a cheia mais cedo, em abril, a vazante está mais avançada”, menciona, ao destacar que, hoje, a cota é de 12,88 metros, enquanto estava em 13,70 metros no mesmo período do ano passado. O Madeira compreende a região que vai de Humaitá a Novo Aripuanã.
Em 2012, a vazante do rio Madeira causou dificuldade na navegação e refletiu no mercado local, com a falta de combustível e a alta nos preços de produtos hortifrutigranjeiros, mercadorias que chegam à capital amazonense via transporte fluvial.
Enchente
A cheia de 2013 foi considerada a 8ª maior registrada, atingindo 29,33 metros no dia 14 de junho. Os sinais de vazante começaram dia 17 de junho.
Em Manaus, segundo balanço da Defesa Civil, 14 bairros foram atingidos pela subida do rio Negro: São Raimundo, Glória, São Jorge, São Geraldo, Presidente Vargas, Aparecida, Centro, Raiz, Betânia, Morro da Liberdade, Educandos, Compensa, Mauazinho e Colônia Antônio Aleixo.
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