25/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Menos de 30% das crianças no Brasil tomaram a segunda dose contra a Covid

Publicado em 29 de abril, 2022

Menos de 30% das crianças no Brasil tomaram a segunda dose contra a Covid

Um levantamento mostra que, até o momento, 27,8% das crianças de 5 a 11 anos tomaram a segunda dose contra a Covid-19 no Brasil. Em relação à primeira dose, o percentual é de 60,9%.

São Paulo lidera o ranking de estados que mais imunizaram esse público: 90,3% das crianças paulistas foram vacinadas com a primeira dose. Em seguida, aparecem Piauí (84,5%) e Minas Gerais (69,5%). Em todo o país, foram aplicadas, neste público, 20.707.411 de doses, sendo 12.613.384 primeiras doses e 5.752.246 segundas doses.

Os estados que menos vacinaram essa faixa etária foram Roraima, onde 20,1% das crianças tomaram a primeira dose do imunizante, seguido de Rondônia (24,9%) e Tocantins (28,6%). O percentual de crianças imunizadas com a segunda dose em todo o país varia entre 5%, registrado em Roraima, e 50,1% em São Paulo. O Estado do Rio de Janeiro vacinou 49,6% do público infantil com a primeira dose e 21,2% com a segunda.

Raphael Guimarães, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, afirma que a baixa vacinação entre as crianças de 5 a 11 anos em diversos estados brasileiros prejudica o alcance da meta de vacinação no país, já que esse público representa cerca de 10% da população brasileira.

“Esse ritmo de vacinação é muito desacelerado, preocupante. Com quatro meses, era esperada uma cobertura vacinal muito maior. E já que esse grupo representa quase 10% da população, a vacinação lenta entre elas dificulta também o alcance da meta nacional de imunização”, diz o pesquisador.

Além disso, o especialista aponta que o baixo índice de imunização das crianças deixa esse grupo em situação de vulnerabilidade em relação à doença.

“Há uma clara disparidade dessa faixa etária em relação às outras. Por exemplo, o segundo grupo com menos porcentagem de aplicação da primeira dose está entre 40 e 44 anos e eles têm 82,5% de vacinação, muito maior do que na faixa entre 5 e 11. Quando olhamos para segunda dose, é pior ainda. Esse cenário deixa as crianças em uma situação dramática, porque o vírus vai passar a circular muito mais entre elas, já que estão menos protegidas”, afirma o pesquisador do Observatório Covid-19 da Fiocruz.

Guimarães cita ainda o esforço dos pesquisadores e divulgadores de ciência em combater as informações falsas em relação à vacina para crianças.

“Hoje temos uma guerra contra as notícias falsas. Estamos em um movimento para fazer a sensibilização das pessoas, porque a rede de disseminação de Fake News é muito forte. Tanto que mesmo pessoas com alto grau de escolaridade têm muita hesitação em vacinar os filhos, e isso compromete nossa capacidade de alcançar as metas de vacinação no país”, relata o pesquisador.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.