21/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Respeitem e amem a Bandeira Brasileira

Publicado em 26 de julho, 2013

De todas as imagens que a TV mostrou durante os movimentos de rua que ocorreram ultimamente, uma delas me tocou profundamente, deixando-me indignado e preocupado com os rumos que a Nação está tomando, caso se deixe conduzir pelas mãos impatrióticas de maus brasileiros, cujo amor a ideais espúrias suplanta em muito o amor à Pátria.

O desabafo de um velho companheiro comerciante diante da brutalidade dos atos criminosos praticados contra o seu patrimônio foi deveras revoltante. Ver aquele homem de idade avançada, com a voz embargada pelas lágrimas que escorriam copiosamente pelo seu rosto enrugado, indagar ao repórter que o entrevistava: “E agora moço, o que vou fazer? Como vou manter 21 empregados que trabalham comigo há vários anos e que dependem desse emprego para manterem suas famílias, se tudo o que construí durante longos anos de sacrifício foi destruído pelas mãos assassinas de baderneiros mascarados? O que fazer se na minha idade não restam mais forças para o recomeçar?”

A resposta para essas indagações deve ser dada pelos organismos que condenam as ações de repressão desenvolvidas pelas forças responsáveis por manter a ordem pública. Eu não vi nenhuma entidade de classe representativa dos empresários e muito menos dos direitos humano ou de qualquer outra organização zelosa pelos princípios da liberdade levar àquele pobre ser humano o seu abraço de solidariedade, ou se propor a mover ação de reparação de danos contra o Estado, uma vez que a manutenção da integridade patrimonial, nos casos de convulsão social, é de responsabilidade do poder público. O que a TV mostrou foram inúmeros defensores do direito irem até o local, onde se encontravam os delinquentes presos em flagrante delito, para se proporem a mover ações de soltura. Ao que parece, a liberdade de meia dúzia de malfeitores é mais importante que a perda de 21 postos de trabalho. Chego a crer que a semente do “errado é que está certo”, cresceu e vicejou mais rápido que erva daninha.

Nada tenho contra os movimentos populares que legitimamente protestam contra os desmandos praticados por um expressivo número de representantes dos poderes constituídos da República, acho até que já deviam ter acontecido há mais tempo. Mas daí concordar que elementos mascarados, portando bombas de coquetel molotov, atacando prédios públicos e privados, interditando vias públicas e praticando atos de desordem recebam o beneplácito das leis é realmente querer priorizar o errado em detrimento do certo. Nas cenas mostradas pela TV, é possível ver claramente alguns elementos mascarados e enrolados com a bandeira nacional, quebrando vitrines de lojas e saqueando-as. Será que essa cambada de marginais conhece o real significado do pavilhão nacional? Será que pensam que a nossa bandeira vai escudar os seus atos criminosos? Será que os cuidadosos do direito conhecem as implicações legais para aqueles que desrespeitam o maior símbolo da Nação?

Um povo que não respeita o maior símbolo da Pátria não merece o respeito e a admiração das demais nações. A história nos conta vários fatos onde inúmeros brasileiros perderam a própria vida em defesa da nossa bandeira. O saudoso Airton Senna, numa explosão de amor e puro patriotismo, empunhava orgulhosamente a Bandeira Brasileira todas as vezes que vencia um grande prêmio.

O momento é oportuno para lembrar aos maus brasileiros parte dos versos do inesquecível Olavo Bilac: ”Salve lindo pendão da esperança! Salve símbolo augusto da Paz! Tua nobre presença à lembrança! A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil. Querido símbolo da terra. Da amada terra do Brasil”.

Respeitem e amem a Bandeira Brasileira!

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Autor
Dauro Braga

* Dauro Braga é empresário do comércio e ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus...

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