
A ex-presidente participou, por videoconferência, de um evento na Hertie School, na Alemanha. Foto: Divulgação
Neste sábado (23), durante um evento na Hertie School, na Alemanha, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro é resultado de um “ovo da serpente” que foi chocado durante o impeachment que ela sofreu em 2016.
Em palestra por meio de videoconferência, Dilma também criticou o atual governo por diminuir direitos do povo brasileiro que “vêm sendo roubados” desde o que ela classifica como um “impeachment fraudulento”.
“Sabemos que Bolsonaro é resultado do ovo da serpente chocado no golpe de 16, no discurso de ódio que o sustentou e na interdição do presidente Lula”, afirmou.
A ex-presidente participou do evento Brazil Summit Europe, organizado por alunos e ex-alunos brasileiros da Hertie School.
O impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado pelo Senado em agosto de 2016 depois que parlamentares entenderam que a então presidente cometeu crime de responsabilidade ao editar três decretos de créditos suplementares sem autorização do Legislativo e ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais”, que consistiram no atraso de pagamentos ao Banco do Brasil por subsídios agrícolas referentes ao Plano Safra.
Dilma considera que a consequência do afastamento dela da presidência da República foi a aprovação de “toda uma lista de medidas importantes para a agenda neoliberal”.
Ela criticou também o que classifica como política de “desnacionalização” de estatais no governo Bolsonaro, e citou uma “acelerada” venda dos blocos do pré-sal, o “esquartejamento” da Petrobras e a capitalização da Eletrobras. “Se as forças progressistas não conseguirem barrar, haverá um aumento brutal das tarifas de energia”, alertou.
Para Dilma, o PT está ampliando alianças e buscando “derrotar o fascismo, congregando todos os democratas”.
O evento na Hertie School também terá palestras dos ministros Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal; da ex-ministra do Meio Ambiente Isabella Teixeira; do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta; e do médico Drauzio Varella.