27/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Saque extra do FGTS começa nesta quarta (20); confira o cronograma

Publicado em 20 de abril, 2022

Saque extra do FGTS começa nesta quarta (20); confira o cronograma

A partir desta quarta-feira, trabalhadores nascidos em janeiro já poderão realizar o saque extraordinário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O valor máximo é de até R$ 1 mil. No total, pelo menos 40 milhões de pessoas terão acesso ao benefício e R$ 30 bilhões serão injetados na economia, de acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência. A ação poderá ser feita apenas uma única vez.

Podem fazer o saque todos os trabalhadores que tenham saldo nas contas ativas ou inativas do fundo, independentemente de estarem empregados, desempregados ou trabalhando informalmente.

Os trabalhadores podem consultar se têm direito ao benefício — além de valores e datas para receber o dinheiro por meio do site da Caixa Econômica Federal, das agências do banco, ou do aplicativo FGTS.

A operadora de atendimento Nathália Holanda vai sacar o dinheiro para quitar dívidas. “Tive uma lesão no joelho no final do ano passado e atrasei algumas dívidas”, disse. “Pago aluguel e Fies. Eu nunca tinha sacado antes, agora vou aproveitar, já que o governo liberou.”

Benefício

Saulo Macedo, assistente de comunicação e marketing de 25 anos, já tinha usado o benefício antes e vai usar novamente para cobrir contas pendentes. “Farei o saque para cobrir algumas contas pendentes. Em 2018, utilizei o dinheiro para investir na compra de produtos para iniciar meu próprio negócio”, disse.

Na visão do economista e doutorando da Universidade de Brasília José Henriques Junior, a inflação, que subiu nos últimos anos, reduziu a capacidade de compra do brasileiro. “O saque extraordinário do FGTS é extremamente importante para as famílias mais vulneráveis dado o cenário de alta inflação e crescente endividamento, mas a medida tende a ser paliativa do ponto de vista econômico e estrutural, ou seja, não resolve os problemas do país”, disse.

Quase oito em cada 10 famílias no Brasil estão com dívidas, em atraso ou não, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC). É a maior proporção desde o iníwcio da pesquisa, em 2010.

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