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Em sua carta-programa registrada nesta segunda-feira (18) em cartório eleitoral, a Federação Brasil da Esperança – federação partidária que reunirá PT, PC do B e PV – defende a revogação da reforma trabalhista e do teto de gastos.
A base da carta-programa é um documento que foi discutido e aprovado durante reunião do diretório nacional petista, realizada na última quarta-feira (13), embora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheça entraves para a iniciativa.
Um documento preliminar divulgado pela Folha de S. Paulo indicava o termo “revisão” da reforma trabalhista. Esse termo foi alterado após discussões. Todas as correntes do partido, inclusive a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoiaram a troca pela palavra “revogação”.
Lula tem afirmado que pretende retomar direitos que foram extintos e que é favorável a uma legislação que inclua trabalhadores de aplicativos. Na prática, aliados do ex-presidente comentam que só devem ser revogados trechos pontuais da reforma trabalhista, pois é necessário que o Congresso Nacional aprove as alterações.
Além da revogação, os partidos defendem a implementação de uma nova reforma “feita a partir da negociação tripartite, que proteja os trabalhadores, recomponha direitos, fortaleça a negociação coletiva e a representação sindical e dê especial atenção aos trabalhadores informais e de aplicativos”.
No caso da revogação do teto de gastos, foi defendida pelo entendimento de que não é possível alterar o sistema macroeconômico sem alterar o limite de gastos públicos. Lula também já defendeu a eliminação do mecanismo em diversas entrevistas. Ele afirmou, em publicação nas redes sociais hoje (18), que “um governo que faz teto de gastos para evitar políticas para melhorar a vida do povo é um retrocesso”.