Nunca sabemos o que o futuro nos reserva.
Haja o que houver, este domingo, 21 de julho, ficará marcado.
Será o dia em que começamos a conquistar o tão sonhado acesso à Serie C.
Ou então, o início da degola.
A derrota em casa para o fraco time do Paragominas nos permite algumas conclusões.
A primeira delas é que veio num momento onde ainda é possível a recuperação.
Temos um bom time. E só.
Poderemos nos classificar?
Claro que sim, se houver foco e humildade.
Respeito ao adversário, por exemplo.
Jogo se vence, jogando.
Repetimos a primeira partida da final do Campeonato Amazonense.
Pensando na Glória que foi a goleada sobre o Coritiba perdemos pro Princesa do Solimões.
Agora não foi diferente:
Com a Copa do Brasil e Ponte Preta pela frente, esquecemos de focar na Série D.
Até o resultado foi igual: 3 x 1 para os visitantes.
Confesso: silenciosamente temia por isso.
Até fizemos um gol relâmpago, aos 28 segundos.
E tivemos algumas outras chances de marcar, mas foi só.
Não entendo, tampouco quero entender de esquemas táticos.
Mas vou expressar minha humilde opinião.
O coletivo não funcionou.
Perdemos o meio de campo.
Nossos zagueiros não podem jogar no mano a mano, precisam de alguém na sobra.
Logo, não podemos abrir mão de três zagueiros.
Se for pra jogar com dois, melhor colocar o jovem Luan.
Na lateral direita o Amaral é o titular, mas enquanto estiver contundido ou se recondicionando fisicamente, escalaria o Andrezinho, especialista na posição.
O Cristiano não está no seu melhor: não ataca nem defende com eficiência, parece faltar-lhe ritmo e ainda atrapalha as subidas do Felipe.
Não vejo mais como possa o Lídio ficar fora do time.
Não sei se deve entrar no lugar do Dinamite ou Dênis, minha tendência é achar que o melhor é a permanência do Dinamite por ter mais força física.
O momento é de manter a calma.
Entender isso, talvez seja mais importante que eventuais alterações.
Assim como a vitória tende a esconder erros, não podemos imaginar, depois de uma derrota, que tudo esteja mal.
A vida não é assim e o futebol também não.
Tivemos pontos positivos: o Leonardo voltou a jogar bem, assim como o Bigu. O Morisco demonstrou a raça de sempre. Danilo Rios melhorou seu condicionamento físico e por aí vai.
Precisamos de ajustes no conjunto e equilíbrio da equipe.
Vamos conseguir.
Lembremos: este ano conquistamos duas vitórias sobre dois times da Série A, Coritiba e Ponte Preta, fato que não ocorria desde o Brasileirão de 1986, quando vencemos Palmeiras, Atlético Mineiro e Internacional, além de termos empatado fora de casa com o Botafogo e o próprio Galo de Minas.
Calcemos todos as chuteiras da humildade.
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* Luis Cláudio Chaves é juiz de direito.