12/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

EXCLUSIVO: Nanico se arrastou por dois dias em três ramais e queria fugir para a Venezuela. Candiru, preso com ele, era procurado há meses

Publicado em 13 de julho, 2013

Um grupo de 60 policiais, envolvendo o Grupamento Aéreo (Graer), Grupo Fera, Rocam, Canil e Secretaria-Adjunta de Inteligência (Seai), caçou, de quinta-feira (11/07) às 22h de ontem, sexta, o líder da facção criminosa Família do Norte (FDN) Alan Castimário, o “Nanico”. A fuga dele, entre os 176 presidiários que aproveitaram a rebelião de terça-feira (09/07) e fugiram, era considerado o mais duro golpe ao sistema de segurança do Estado. O presidiário revelou que decidiu fugir porque temeu pela morte, informado de que a rebelião foi comandada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), rival da FDN, que é facção do Comando Vermelho, para obter a transferência de líderes ameaçados em outras unidades.

“Fomos informados de que ele (Nanico) estava numa casa, na Vivenda Verde, reunido com um grupo de criminosos, e confirmamos a informação, mas ao chegar lá ele fugiu para as matas”, disse o secretário da Seai, Thomaz Vasconcelos Dias. Foi aí que se iniciou uma caçada que durou mais de 24 horas e envolveu os melhores equipamentos e homens da polícia amazonense.

A Seai convocou as demais forças policiais que se embrenharam na caçada pelos ramais do Baiano, Mariano e Sovel. Nanico passava o dia escondido e se esgueirava à noite, tentando alcançar a BR-174 e cumprir a última etapa do plano de fuga elaborado por Genildo Saraiva, o Candiru, que era chegar à Venezuela. Candiru foi preso pelo Grupo Fera à 1h30 na madrugada de quinta para sexta-feira. “Nossa vantagem é que Nanico não conhece o terreno e se movimentava a esmo. Esses ramais levam à BR-174, perto da Igrejinha”, disse Thomaz.

Os policiais fecharam o cerco. Diversas fontes disseram ao blog que Thomaz estava há dois dias “no meio do mato, quase sem comer”, embora só depois da prisão tenha sido revelada a razão do cerco. Quando chegaram a Nanico, ele se arrastava pelo chão usando tufos de capim como camuflagem e tinha uma lesão na cabeça. “Bati a cabeça no alambrado, quando estava fugindo do Ipat”, disse o próprio presidiário. Ele não reagiu ao ser descoberto.

Alan Castimário, o Nanico, no momento da prisão, em foto feito no celular por um dos policiais que o prenderam. Ele se arrastava pelo meio da mata, camuflado com tufos de capim

Alan Castimário, o Nanico, no momento da prisão, em foto feita no celular por um dos policiais que o prenderam. Ele se arrastava pelo meio da mata, camuflado com tufos de capim

“Mais que aumentar a contabilidade de presos recapturados, essas prisões são significativas para nós pelo que esses dois representam em liberdade”, disse Thomaz. O secretário lembra que Candiru foi condenado diversas vezes, por tráfico e assassinato, mas estava em liberdade condicional, embora com novo mandado de prisão preventiva, expedido pelo juiz Julião Lemos Sobral, desde 19 de fevereiro deste ano. Ele não estava no Ipat e só entrou em cena para ajudar Nanico, que compartilha com ele e outros o comando da FDN.

Candiru é considerado tão perigoso quando Alan Castimário, o Nanico. Foto: Divulgação/ SSP

Candiru é considerado tão perigoso quando Alan Castimário, o Nanico. Foto: Divulgação/ SSP

Veja mais notícias em Destaques

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.