26/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Rússia planeja ‘maior guerra na Europa desde 1945’, diz Boris Johnson

Publicado em 20 de fevereiro, 2022

Rússia planeja ‘maior guerra na Europa desde 1945’, diz Boris Johnson

A Rússia está planejando “a maior guerra na Europa desde 1945”, disse o primeiro-ministro britânico Boris Johnson em entrevista à BBC neste domingo (20).

“Tenho medo de dizer que o plano que estamos vendo é para algo que pode ser realmente a maior guerra na Europa desde 1945”, disse ele.

Ele acrescentou que “as pessoas precisam entender que o enorme custo na vida humana que isso pode acarretar não apenas para os ucranianos, mas também para os russos e para os jovens russos”.

Sobre as sanções que seriam aplicadas caso a invasão russa aconteça, Johnson disse que o objetivo é impactar não apenas “os associados de Vladimir Putin, mas também todas as empresas, organizações de importância estratégica para a Rússia”.

Neste sábado, no Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, afirmou que o país aplicaria “sanções sem precedentes” a bancos e indústrias da Rússia em caso de invasão.

“Vamos impedir que as empresas russas levantem dinheiro nos mercados do Reino Unido e, mesmo com nossos amigos americanos, vamos impedi-los de negociar libras e dólares que serão muito difíceis”, disse Boris Johnson.

Rússia

Johnson também falou no evento em Munique neste sábado. Ele disse que ao se preparar para invadir a Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, está “errando gravemente o cálculo”, acrescentando que Moscou não teria “absolutamente nada a ganhar com esse empreendimento catastrófico e tudo a perder”.

Johnson instou Moscou a diminuir as tensões antes que seja tarde demais.

“Temo que uma guerra relâmpago seja seguida por um longo e hediondo período de represálias, vingança e insurgência, e os pais russos lamentariam a perda de jovens soldados russos, que à sua maneira são tão inocentes quanto os ucranianos que agora se preparam para ataque”, disse.

“Não sabemos totalmente o que o presidente Putin pretende”, disse o primeiro-ministro britânico, acrescentando que “os presságios são sombrios e é por isso que devemos permanecer fortes juntos”.

As declarações de Johnson ocorrem um dia depois que o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse que a Rússia estava “se movendo para as posições certas para realizar um ataque”.

Ecoando a afirmação do presidente dos EUA, Joe Biden, de que Putin havia decidido invadir, Austin acrescentou que os EUA buscariam uma solução diplomática “até o último minuto, até que não seja possível”.

Ocidentais

No entanto, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, rebateu as alegações dos líderes ocidentais de que uma invasão russa é iminente.

Quando perguntado sobre o uso agressivo da inteligência dos EUA para dissuadir Putin de invadir a Ucrânia, Zelensky disse que estava “agradecido pelo trabalho que nossa inteligência tem feito. Mas a inteligência em que confio é minha inteligência.”

“Confio na inteligência ucraniana que (…) entende o que está acontecendo ao longo de nossas fronteiras, que tem diferentes fontes de inteligência e entende diferentes riscos com base em dados interceptados (…) essa informação deve ser usada”, disse Zelensky à âncora internacional da CNN, Christiane Amanpour.

“Nós não estamos realmente vivendo na ilusão. Nós entendemos o que pode acontecer amanhã (…) apenas nos colocarmos em caixões e esperar que soldados estrangeiros cheguem não é algo que estamos preparados para fazer”, continou Zelensky.

Zelensky então pediu aos parceiros internacionais que apoiassem a Ucrânia investindo no país. “Fortaleçam nossas armas (…) nossa economia. Invistam em nosso país. Tragam seu negócio. Não estamos em pânico, queremos viver nossas vidas”, acrescentou.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.