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Durante o Festival Folclórico de Parintins, o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) lançou uma mobilização para que moradores, turistas, trabalhadores e torcedores dos bois Caprichoso e Garantido registrem denúncias formais sobre os preços das passagens aéreas na rota Manaus–Parintins.
A iniciativa foi anunciada após a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informar, em resposta a um ofício encaminhado pelo parlamentar, que recebeu apenas uma reclamação formal relacionada aos preços das passagens para Parintins durante o período do festival nos últimos cinco anos.
Para Amom, o número não reflete a realidade enfrentada pelos consumidores, que todos os anos reclamam do aumento das tarifas, mas deixam de formalizar as queixas nos canais oficiais.
“Todo ano chega uma enxurrada de reclamações ao nosso gabinete sobre o aumento do preço das passagens no período do festival. O povo reclama nas redes sociais, reclama nos grupos de WhatsApp, reclama para os amigos, mas quase ninguém transforma essa indignação em denúncia oficial. Sem denúncia, os órgãos de controle continuam fingindo que o problema não existe. Pois se é por falta de reclamação que a ANAC deixou de agir? Então vamos ‘frescar’ a paciência deles e botar pra denunciar”, afirmou.
A mobilização orienta os consumidores a registrar reclamações diretamente nos canais da ANAC e da plataforma Consumidor.gov.br sempre que identificarem tarifas consideradas abusivas ou outras práticas que prejudiquem o acesso ao Festival de Parintins.
Segundo informações encaminhadas pela própria agência ao gabinete do deputado, a tarifa média da rota Manaus–Parintins no mês de junho passou de R$ 663,35 em 2022 para R$ 1.352,19 em 2025, aumento superior a 100%. No mesmo período, a oferta de assentos caiu cerca de 42%, enquanto a Azul e a Azul Conecta passaram a concentrar a operação dos voos entre as duas cidades.
Para o parlamentar, ampliar o número de protocolos é essencial para fortalecer a atuação dos órgãos de fiscalização.
“Não basta dizer que a passagem está cara. É preciso registrar, protocolar e cobrar providências. Nosso gabinete tem agido para pressionar os órgãos, mas precisamos de pressão popular. Quanto mais denúncias oficiais existirem, mais difícil será para os órgãos públicos ignorarem o problema. O Festival de Parintins pertence ao povo do Amazonas, e ninguém pode ser impedido de viver a própria cultura porque uma passagem de uma hora custa milhares de reais”, declarou.
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