
A segunda edição de “Macunaíma” foi lançada pela Livraria José Olympio Editora, em 1937. Fotos: Divulgação
Neste mês, a editora José Olympio relança uma obra fundamental em meio às comemorações dos cem anos da Semana de Arte Moderna: a edição de “Macunaíma” revisada por Mário de Andrade, com capa original de Thomaz Santa Rosa.
Publicado pela primeira vez em 1928 e custeado pelo autor, o livro teve sua segunda edição lançada pela Livraria José Olympio Editora, em 1937. É esse texto que os leitores terão agora em mãos, com atualização ortográfica, estilo da prosa preservado e projeto editorial que reproduz a arte gráfica original de Thomaz Santa Rosa, icônico artista visual responsável pelos livros da editora nos anos 1930 e 1940.
Um dos precursores do modernismo no Brasil e um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, Mário de Andrade se valeu de sua ampla visão da cultura popular para criar o personagem-título.
Macunaíma foi forjado a partir de lendas indígenas e populares, colagens de histórias, mitos e modos de vida que, nele somados, deram existência a um tipo brasileiro ideal. Um ser mágico, debochado e zombeteiro, que viaja pelo país acompanhado de seus irmãos, Jiguê e Maanape, numa aventura para recuperar seu amuleto perdido: a muiraquitã.
Em 1969, o filme homônimo dirigido por Joaquim Pedro de Andrade trouxe dois protagonistas: Grande Otelo, o Macunaíma negro; e Paulo José, o Macunaíma branco. No Carnaval de 1975, a Portela levou à avenida o samba-enredo “Macunaíma – Herói de Nossa Gente”, puxado por Silvinho da Portela, Clara Nunes e Candeia.
Em 2019, “Macunaíma – Uma Rapsódia Musical” foi uma das peças mais elogiadas da temporada teatral. A adaptação foi dirigida por Bia Lessa, com roteiro da escritora e crítica de arte Veronica Stigger, que agora assina o prefácio desta edição.
Outras informações sobre esse lançamento estão em https://agendatarsila.com.br/.
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