
A criação dos peixes foi acompanhada pelas reeducandas do Cefec da unidade prisional do Centro de Detenção Feminina. Foto: Divulgação/Seap
Nesta sexta-feira (4), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) realizou a primeira doação de 150 unidades de tambaqui para a Associação de Apoio à Criança com HIV – Casa Vhida, situada no bairro Dom Pedro, zona Oeste de Manaus. A iniciativa tem a finalidade de ajudar as famílias cadastradas na instituição que vivem em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
A criação dos peixes foi acompanhada pelas reeducandas do Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec) da unidade prisional do Centro de Detenção Feminina (CDF), localizada no quilômetro 8, da rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista).
Para atuarem nos cuidados e manuseios, 18 internas realizaram o curso de piscicultura ofertado pela Seap em parceria com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).
Para o secretário titular da Seap, coronel Paulo Cesar Gomes, o trabalho desenvolvido pelas reeducandas dentro do sistema prisional permite contribuir na assistência e apoio a essas crianças e seus familiares que vivem em situação de vulnerabilidade social. “Essa é a primeira doação que estamos realizando neste mês. Para nós, da Seap, é uma satisfação poder beneficiar instituições de acolhimento. Além disso, o trabalho desempenhado pelas reeducandas contribui na sua reintegração à sociedade”, afirmou.
A Coordenadora da Casa Vhida, Hérica Amorim, agradeceu a doação realizada pela secretaria. “Em nome de todos os que serão beneficiados com esses peixes, agradeço à Seap que desenvolve um trabalho tão humanizado e que hoje faz essa entrega não somente à Casa Vihda, mas às crianças e famílias que convivem com o preconceito e a rejeição”.
A Casa Vhida é uma organização sem fins lucrativos que atende – nos âmbitos da assistência social e saúde – bebês, crianças e adolescentes que convivem com HIV/Aids no Amazonas. Atualmente, realiza mais de 1.600 atendimentos, em duas frentes de ações: com os chamados “bebês expostos” (nascidos de mães HIV positivo), que recebem produtos lácteos enriquecidos e são acompanhados até os 18 ou 24 meses de vida, e no apoio a crianças e adolescentes que já convivem com o vírus.
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