06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Obra do artista plástica Siron Franco, com manequins, lembra mortos por Covid-19

Publicado em 15 de janeiro, 2022

Mostra será aberta hoje (15) na Casa das Artes, em São Paulo. Foto: Divulgação/Secretaria de Cultura de São Paulo

A instalação “Renascimento”, formada por 365 manequins suspensos, vai homenagear as vítimas da pandemia de Covid-19 e os profissionais de saúde. A obra do artista plástico Siron Franco estará exposta a partir deste sábado (15) no jardim do museu Casa das Rosas, na Avenida Paulista, em São Paulo.

A sede do museu passa por uma reforma, mas segue com atividades na área externa. A mostra é uma parceria com o Museu da Imagem e do Som, que também é um equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

A inspiração para a obra veio quando Franco retirou um manequim do ateliê em Aparecida de Goiânia, em Goiás, e pendurou em um varal. Os bonecos, com diferentes volumes e tamanhos, estarão suspensos na Casa das Rosas por um cabo de aço a seis metros do chão.

Igualdade

No texto de divulgação da instalação, o artista explica: “Os que se foram, representados pelos manequins, bradam pela integração dos povos, pela compreensão que devemos amar a nossa espécie e pela defesa da igualdade e dos direitos inalienáveis de todos. Nas roupas, estará estampada a frase ‘Viva a Diferença, Viva a Humanidade, Viva a América Latina!’, que reforça esse clamor.”

Siron Franco começou vendendo retratos e, em 1965, passou a se concentrar nos desenhos. Morou em São Paulo entre 1969 e 1971 e fez parte do grupo responsável pela exposição “Surrealismo e Arte Fantástica”, na Galeria Seta.

Ele alcançou reconhecimento como pintor na 12ª Bienal Nacional de São Paulo, recebendo o prêmio de destaque. Foi também premiado na 13ª edição. Em 1980, foi considerado o melhor pintor do ano. Ele tem obras expostas no Metropolitan Museum of Arts (The Met), em Nova York.

Outras atividades

Enquanto a Casa das Rosas passa por restauração, o jardim vem sendo ocupado. As obras no prédio histórico de 1935 começaram em 18 de outubro do ano passado. O espaço é conhecido como um símbolo de preservação da memória na capital paulista. Outras ações baseadas na instalação também estão sendo realizadas, como oficinas literárias.

A oficina “Ficções Vida”, que ocorre nos dias 18, 20 e 27 de janeiro, das 18h às 20h, vai estimular a produção de “pequenas biografias ficcionais de personagens que foram vítimas da Covid-19, abordando desde a dimensão humana à social”.

Já a oficina “Poesia de Luto e de Luta” será nos dias 10, 15 e 17 de fevereiro, no mesmo horário. A proposta é que os participantes escrevam “sobre a morte no poema a partir da dor pessoal e coletiva”. Partes dos textos serão expostas posteriormente, junto com a obra de Simon Franco. As inscrições podem ser feitas no site da Casa das Rosas.

Agência Brasil

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