13/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Tentativa de suicídio na Ponte Rio Negro é impedida por bombeiros; psicólogo alerta sobre sinais da depressão

Publicado em 07 de janeiro, 2022

O caso aconteceu na tarde desta sexta-feira (7). Foto: Divulgação

O vídeo de um homem que tentou cometer suicídio na tarde desta sexta-feira (7) se jogando da ponte Phelippe Daou, mais conhecida como ponte Rio Negro, traz a tona a importante discussão sobre a prevenção ao suicídio.
A moderna psiquiatria mudou o antigo manual de jornalismo que vetava a publicação de suicídios. Agora a recomendação é apenas que a notícia seja acompanhada de conselhos psiquiátricos para evitar novos eventos.

No acontecimento de hoje, o homem, que terá sua identidade preservada, se deslocou de moto até certa parte da ponte. Ele então parou o seu veículo e se foi até a beira da estrutura. No vídeo que circula nas redes sociais, o homem pede perdão à mãe: “Me perdoa mãe, eu sei que a senhora precisa de mim, sei que meu filho precisa de mim, mas não tô aguentando mais”, diz o homem, chorando.

Em um segundo vídeo, ele já está pendurado no parapeito da ponte, enquanto um homem pede que ele não pule.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi ao local e conseguiu evitar que o homem se jogasse. Este portal não irá publicar os vídeos em respeito a vítima da doença e seus familiares.

Depressão

Segundo o psicólogo Pedro Duarte, as pessoas com um quadro depressivo muito avançado acreditam que a morte é o único caminho para acabar com a dor. “Quando a pessoa com depressão está em um quadro clínico depressivo muito avançado, para ele ou ela a solução é a morte. Mas é aí que a pessoa se engana. Por isso a importância da psicoterapia. Todo problema tem uma solução e o primeiro passo é procurar ajuda”, destaca.

De acordo com o psiquiatra Luiz Henrique Novaes da Silva, algumas pessoas também dão sinais por meio das redes sociais, onde fazem discursos. “Seja se despedindo de todo mundo, seja agradecendo a amizade de todo mundo, o que não é necessariamente uma despedida, mas é um ato incomum”, explica o psiquiatra.

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