O Movimento Passe Livre (MPL) começou a manifestação em Manaus, hoje, por volta das 15h, duas horas e meia antes do que vinha sendo especulado. O primeiro boletim do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), por volta das 16h30, falava em 30 mil pessoas nas ruas. Depois, às 17h, o número foi atualizado para 50 mil e, às 18h30, 60 mil, às 21h 100 mil pessoas nas ruas, enquanto milhares de outras foram para as janelas dos prédios, ao longo dos percursos, para sinalizar em apoio.
Houve vandalismo. No Centro, dois ônibus tiveram para-brisas quebrados por manifestantes, mas os policiais controlaram a situação sem deixar que se generalizasse. Um adolescente teria sido esfaqueado, mas resgatado e passa bem. Não havia, até as 18h30, nenhum outro registro de violência.
O confronto anunciado é de um grupo, ligado ao PCdoB, que segue pela avenida Brasil rumo à Prefeitura de Manaus. Policiais da Rocam e a Guarda Municipal estão se posicionando para evitar que haja depredações no prédio, como as ocorridas em outras manifestações comandadas pelo partido.
Os manifestantes do grupo MPL, propriamente, seguiram um pela Constantino Nery e outro pela Djalma Batista rumo à Arena da Amazônia. A imagem da multidão, no início da noite, com as luzes sendo acesas, tomando totalmente a mais importante avenida da cidade, ficou belíssima.
A superintendência do Amazonas Shopping resolveu fechar o estabelecimento, às 17h, para afastar o vandalismo. O início do Arraial do Amazonas e o show do grupo de forró Falamansa foram cancelados.
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