Policiais que investigam as mortes de Frank Oliveira da Silva, o Frankzinho do 40, e Carlos da Costa Uchôa, o “Tonga”, afirmam ter todos os elementos para determinar os responsáveis pelo crime. “A imprensa até já publicou os nomes dos mandantes (Zé Roberto da Compensa e Gerson Carnaúba, presos por tráfico) e dos executores.
A ordem foi enviada a Alan de Souza Castimário, o “Nanico”, preso no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), e a João Pinto Carioca, o João Branco, presidiário do Complexo Penal Anísio Jobim (Compaj). Foram eles que teriam contratado os pistoleiros “JR” e “Gordinho” para a execução.
A novidade é que Zé Roberto não gostou nem um pouco de saber que os corpos boiaram. “São uns incompetentes”, teria esbravejado com os líderes do grupo Família do Norte (FDN), filiado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em Manaus.
O fato é significativo, segundo a fonte policial do blog. “O aparecimento dos corpos foi tido por nós como uma forma de intimidar os demais concorrentes e de imposição do FDN/ PCC sobre o Comando Vermelho no Amazonas. Se ele queria discrição, com o sumiço dos corpos, isso significa que pode estar havendo algum tipo de entendimento entre os dois grupos, o que é muito perigoso”, disse a fonte.
A outra hipótese com que a polícia trabalha é de que Zé Roberto e seu grupo se sintam seguros e tenham encontrado uma forma de operar o tráfico de drogas sem serem incomodados. “Nesse caso, quanto mais atenção o grupo chamar pior”, pondera a fonte.
Os policiais só vão divulgar os detalhes da investigação concluída quando prenderem JR e Gordinho. O temor é de que eles sejam mortos como “queima de arquivo”. “Desta vez os corpos dificilmente apareceriam”, conclui a fonte.