
No caso de Bolsonaro é possível acessar informações como sua filiação, CPF, RG, assinatura, número da carteira, data de validade e a foto do documento. Foto: Divulgação
Um banco de dados vendidos por criminosos incluiu dados pessoais, assinatura e a foto da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do presidente Jair Bolsonaro. Quem se interessar em pagar o valor cobrado poderá ter acesso ainda a informações do governador de São Paulo, João Doria, de 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.
Informações completas de milhões de brasileiros fazem parte dessa base de dados, cujo acesso é vendido por R$ 200, de acordo com reportagem da “Folha de S.Paulo”.
Os bandidos utilizam dados da Secretaria Nacional do Trânsito (Senatran), Receita Federal, Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS), Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), da Boa Vista, e do Sinarm, da Polícia Federal. O acesso ao banco de dados dessas instituições é vendido aos criminosos por funcionários públicos.
Para ter acesso ao bancos de dados, basta um login e senha.
No caso de Bolsonaro é possível acessar informações como sua filiação, CPF, RG, assinatura, número da carteira, data de validade e a foto do documento. Dados dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também foram incluídos
No início deste ano, informações pessoais de Bolsonaro, de ministros do STF e de outros políticos estavam entre as de 233 milhões de pessoas que vazaram. O presidente do STF, ministro Luiz Fux, chegou a encaminhar um ofício para o então ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, pedindo uma investigação.
Caso o vazamento de dados de chefes de poderes seja uma ameaça à sua integridade, os responsáveis podem ser acusados de crime contra o Estado democrático de Direito.
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