
O pedido de prisão ainda será analisado pelo STJ. Foto: Reprodução Facebook
Considerado uma celebridade em Goiás, o padre Robson de Oliveira teve a prisão decretada pela Polícia Federal. Ele é suspeito de desviar doações de fiéis à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), que foi fundada por ele. O pedido de prisão ainda será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A justificativa do pedido de prisão foi um áudio anexado ao processo com indícios de que Robson supostamente pagou suborno a desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás para obter sentenças favoráveis. Gravações encontradas em equipamentos eletrônicos do próprio padre, apontaram ainda o religioso supostamente tramando a morte de um membro da Afipe, Anderson Fernandes, suspeito de envolvimento em esquemas de suborno. Robson alegou que foi alvo de montagens e adulterações de mensagens.
A defesa do padre alega que não há motivo para a prisão. “A defesa compreende que a representação padece da falta de consistência jurídica, pois os fatos invocados são antigos e já foram inclusive divulgados pela mídia”, afirmou.
A investigação contra o padre Robson de Oliveira começou em 2019, quando um grupo foi condenado por ter praticado extorsão contra o sacerdote. Na ocasião, o religioso pagou R$ 2 milhões a cinco pessoas que hackearam seu computador e seu celular e ameaçaram divulgar imagens e mensagens pessoais suas.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) começou, então, a apurar a origem de parte do dinheiro que o padre usou para pagar os criminosos e descobriu outras movimentações financeiras.
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