
Orleans Nobre é um dos nomes mais conhecidos do esporte amazonense e está com 89 anos
Orleans Nobre, um dos fundadores da Federação Amazonense de Futebol (FAF) e ex-jogador do Fast Clube, ao qual dedica a vida, está desaparecido. Saiu de casa por volta das 17h de ontem (08/10) e não voltou. “Ele tem 89 anos e bastante lucidez para tomar decisões, mas, de vez em quando, sofre da perda de memória”, diz o filho, Cláudio Nobre, conhecido treinador e dirigente da natação.
Quem tiver informações pode ligar para os filhos, nos telefones (92) 99491-2044 e 99315-3613.
Orleans nasceu em Autazes, como conta Nicolau Liborio, radialista e procurador de Justiça. O pai, fazendeiro de posses, faleceu e a família teve que mudar para Manaus. Foi aí que nasceu o ex-jogador, peladeiro do centro da capital, passando por vários clubes amadores até chegar ao Fast Clube.
Duas vezes campeão pelo Fast, como jogador, Orleans seria diretor de futebol e responsável por convidar Luiz Alberto Aguiar para a diretoria. Luizinho, ex-gerente do Banco Rural e hoje juiz de Direito aposentado, tornou-se um dos maiores dirigentes da história do clube. Os dois trabalharam juntos para conseguir o terreno do Boulevard Amazonas, ex-sede fastiana, sendo a descoberta feita pelo ex-zagueiro Purgante, conforme Liborio. A compra coube ao empresário e ex-deputado federal Ézio Ferreira, que também foi levado ao clube por Orleans.
Orleans, que vive com a esposa e um dos três filhos, deixou de jogar profissionalmente próximo dos 30 anos. Mas se manteve um esportista ferrenho, tanto como dirigente fastiano como na natação. Enquanto o filho Cláudio se tornava treinador, empresário e dirigente da natação, com a Aquática Nobre, o ex-jogador foi cuidar da água. Tornou-se um dos maiores tratadores de piscinas da cidade.
O ex-atleta foi homenageado na decisão do 1º Turno do Campeonato Estadual do Amazonas, em 15/03/2014, disputada entre Fast x Princesa do Solimões. Os dois times decidiram homenagear também o lendário treinador Amadeu Teixeira, já falecido, que na ocasião tinha 87 anos.
A procura por Orleans envolve os amigos. “Só espero que não tenham feito nenhuma atrocidade com meu pai”, diz Cláudio Nobre. Ele mal consegue falar sobre o desaparecimento, mesmo com os amigos mais próximos. “Falo com ele e com minha mãe todos os dias e sempre ele quer sair, andar, caminhar. Fica muito agitado quando não sai. Tomara que nada de mal tenha acontecido”, diz o treinador, com a voz embargada.
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