07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em caso de suspeita de bomba, Grupo Marte orienta população a deixar local e ligar imediatamente para o 190

Publicado em 06 de outubro, 2021

O Grupo de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte), da Polícia Militar do Amazonas, possui uma série de equipamentos de ponta para trabalhar nessas situações de extremo perigo. Foto: Divulgação/Pelegrine Neto/SSP-AM

Você sabe o que fazer se encontrar uma bomba? No enredo de cinema, os heróis da ficção quase sempre buscam uma forma de desativar o explosivo e salvar todo mundo. Mas na vida real a coisa é bem diferente: ao se deparar com um objeto suspeito de ser um explosivo, a orientação básica é deixar o local rapidamente e ligar na mesma hora para a Polícia Militar, pelo telefone emergencial 190.

Criado há 12 anos, o Grupo de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), é especializado na desarticulação desses objetos. A unidade tem como missão atuar de forma preventiva em casos que envolvam artefatos explosivos, identificando e solucionando possíveis ocorrências para preservar vidas e minimizar os danos ao patrimônio. Possui uma série de equipamentos de ponta para trabalhar nessas situações de extremo perigo.

“Qualquer cidadão diante de algum objeto suspeito, deve manter distância e ligar para o 190, imediatamente. Em seguida, o Grupo Marte será acionado para verificar o objeto”, orienta o comandante do grupamento, capitão Paulo Victor.

Foto: Divulgação/Pelegrine Neto/SSP-AM

Artesanal

A identificação de tais artefatos é a maior preocupação dos policiais do Grupo Marte. De acordo com o capitão, em Manaus, a maioria dos artefatos é de fabricação artesanal e, por isso, não possui aspectos fixos.

“Por serem improvisados, eles podem assumir qualquer característica. Reforçamos para a população que não toque ou se aproxime dos objetos, já que alguns deles são programados para explodir quando são removidos”, enfatiza Paulo Victor.

O uso de materiais como fogos de artifício, bombas do tipo catolé e outros explosivos de menor periculosidade é permitido pela legislação brasileira, porém é recomendado cuidado e atenção no manuseio destes produtos. “Embora o fabricante de materiais como o catolé proporcione facilidade no uso, ainda é necessário cautela na hora de utilizar esse item, principalmente para as crianças. Caso elas não consigam seguir as recomendações, têm grandes chances de se machucar”.

Foto: Divulgação/Pelegrine Neto/SSP-AM

Perícia

Além das orientações e trabalho realizado na desarticulação desses explosivos, o Grupo Marte também oferece auxílio técnico para a perícia feita pelo Instituto de Criminalística, através de relatórios em ocorrências desta natureza.

“Depois que há a destruição de algum artefato, nós reunimos os vestígios e fazemos um estudo, mensurando o poder lesivo do material, a quantidade de explosivo que havia no objeto e outros fatores que auxiliam as investigações”, explica o comandante.

O Grupo Marte também atua em ações conjuntas com o Exército Brasileiro, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Departamento de Polícia Técnico-Científica, além de outros órgãos, conforme as demandas.

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