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Um homem de 34 anos, identificado como Elinho Arévalo, foi encontrado morto no fim da tarde desta quinta-feira (12), dentro da cela onde estava na Penitenciária Estadual de Dourados (a 23 km de Campo Grande), no Mato Grosso do Sul. Ele é suspeito de participar do abuso coletivo da própria sobrinha, uma menina de 11 anos, e depois joga-la de um penhasco de aproximadamente 20 metros.
Segundo a Agência Estadual da Administração Penitenciária (Agepen), Edinho estava em uma cela separada de outros detentos, apenas na companhia de outro homem de 20 anos, preso também por suspeita do mesmo crime.
O homem foi encontrado enforcado com uma corda formada por lençóis. A polícia informou que não descarta nenhuma possibilidade e que o caso será investigado.
Os envolvidos no crime devem responder por homicídio duplamente qualificado, por feminicídio e por ter como fim ocultar outro crime, e por estupro de vulnerável.

Arévalo e o outro homem suspeito foram presos na manhã de terça-feira (10), junto de três adolescentes de 13, 14 e 16 anos, por envolvimento no estupro coletivo e assassinato de uma menina de 11 anos. Ela foi jogada de uma pedreira abandonada.
Os adolescentes estão detidos na Unidade Sócio-Educaxional de Internação (Unei). O crime foi descoberto na última segunda-feira (09), quando lideranças indígenas da etnia Kaiowá, que vivem na aldeia Bororó e onde a vítima morava, encontraram o corpo da menina.
Conforme a Polícia local, a menina estava ingerindo bebidas alcoólicas com os adolescentes, quando eles teriam recebido a proposta do homem para estupra-la.
Eles a embebedaram mais e a levaram a força até a pedreira. Chegando o local, eles iniciaram os abusos. O tio da menina, Elinho, a encontrou devido aos gritos, porém em vez de ajuda-la, ele também a violentou.
O tio ainda contou a polícia que abusava sexualmente da criança desde que ela tinha 5 anos. Os suspeitos informaram ainda que ela gritava e chegou a desmaiar por conta dos efeitos da bebida e da violência. Mas, em certo momento, ela recobrou a consciência e começou a gritar por socorro, ameaçando denunciar os homens às lideranças da aldeia e a polícia.
Nesse momento, eles decidiram atirar a menina do penhasco. O corpo da menina foi encontrado com diversas fraturas e com partes dilaceradas. O exame de necropsia confirmou o abuso sexual e indica que ela ainda estava viva quando foi atirada.