
BOXE: Hebert Conceição vence e escreve seu nome na história do esporte brasileiro
“Verás que um filho teu não foge à luta”. Esse é o trecho do hino nacional brasileiro que representa a imensa conquista de Hebert Conceição no boxe e que poderá ser cantado pelo pugilista baiano diretamente do lugar mais alto do pódio na Kokugikan Arena.
O triunfo verde-amarelo nos pesos médios veio através da vitória sobre o ucraniano Oleksandr Khyzhniak, atual bicampeão europeu.
Nem os melhores roteiristas de Hollywood poderiam imaginar o enredo da vitória e título de Hebert Conceição. O pugilista brasileiro perdeu os dois primeiros rounds e foi para o terceiro e decisivo precisando encaixar um nocaute para decidir a luta. E assim foi, o baiano não desistiu, mostrou garra e colocou o adversário ucraniano no chão.
Hebert Conceição entra para a galeria dos grandes esportistas do Brasil. A conquista em Tóquio foi apenas a segunda dourada da história do boxe brasileiro em Jogos Olímpicos. A primeira havia sido com o conterrâneo Robson Conceição, na Rio-2016. Agora, Hebert compartilha mais do que apenas o sobrenome com Robson, divide o reinado de campeão olímpico pelo país.
Na trajetória rumo ao topo, Hebert enfrentou grandes adversários, mas sempre buscou impor o seu ritmo com seriedade e personalidade. Logo na estreia, encarou o chinês Erbieke Tuoheta, num confronto difícil, vencendo por 3 x 2. Nas quartas de final, o oponente foi o cazaque Abilkhan Amankul e, novamente, num combate de extremo equilíbrio, o brasileiro levou a melhor por decisão de três juízes.
Com a vaga na semifinal, o baiano já tinha garantido, no mínimo, a medalha de bronze. Mas ele não se contentou com isso e foi em busca de mais. Superou o russo Gleb Bakshi em sua melhor luta até então e ficou ainda mais perto do tão sonhado ouro.
O obstáculo final, a última fronteira entre o pugilista baiano e o ouro olímpico foi o ucraniano Oleksandr Khyzhniak. O primeiro round foi de um volume maior de Khyzhniak, que venceu a parcial por unanimidade. No assalto seguinte, nova pressão ucraniana e vitória europeia. Porém, quando tudo parecia perdido, Hebert buscou forças e aplicou um lindo nocaute no oponente e garantiu, na bacia das águas, o seu primeiro ouro olímpico.