11/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Decisão da Justiça garante tratamento para criança fora do AM. Estado vai custear as despesas

Publicado em 23 de abril, 2013

Izaquiel Fernandes, de oito anos, portador de paralisia cerebral, embarcou hoje para Campinas (SP), ao lado de sua mãe, para fazer tratamento fisioterápico com uso de aparelhagem especial TheraSuit. A mãe de Izaquiel, Rosângela de Figueiredo Fernandes, precisou recorrer à justiça para garantir o tratamento do filho, que não é oferecido na rede pública do Amazonas.

Rosângela conseguiu garantir o tratamento do filho por meio de Ação Civil Pública, com liminar concedida em janeiro deste ano pela juíza de Direito Rebeca de Mendonça Lima, titular do Juizado da Infância e Juventude Cível da Comarca de Manaus. No mês passado, a magistrada determinou que o Governo do Amazonas e a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) fornecessem o tratamento em outro Estado, que consiste na utilização de uma órtese onde se trabalha as funções neurológicas, devendo ser realizado em ciclos, três vezes por ano. Em caso de descumprimento, a magistrada determinaria o bloqueio de verbas relacionadas à Susam no valor do tratamento – R$ 300 mil, de acordo com o art. 461, parágrafo 5º do Código de Processo Civil.

O Estado entrou com Agravo de Instrumento junto ao Tribunal de Justiça contra a decisão, mas o relator, desembargador Sabino Marques, não concedeu o efeito suspensivo ao agravo, mantendo a decisão da 1ª instância. O desembargador, na segunda-feira (22/04), fixou prazo de dez dias para a magistrada e o Ministério Público apresentarem informações e contrarrazões, respectivamente, sobre o processo.

Segundo Rosângela, após o primeiro ciclo, realizado há um ano com recursos arrecadados em campanhas e ajuda de amigos, o menino teve melhoria significativa, proporcionando a ele a possibilidade de andar com auxílio de um andador, sentar-se, ter o controle do tronco e uma percepção mais aguçada.

De acordo com a mãe da criança, serão quatro semanas de tratamento, com terapia intensiva e extra (ocupacional, fonoaudióloga e musicoterapia). A expectativa é de que seu filho “evolua cada vez mais, ganhe o tempo perdido, já que está parado há um ano. Agora ele vai poder dar sequência ao seu tratamento sem as interrupções”. Izaquiel é portador de paralisia cerebral desde os dois anos.

 

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