16/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em Manaus, cesta básica acumula alta de 6,51% no 1º semestre de 2021

Publicado em 02 de julho, 2021

No acumulado do 1º semestre, não foram identificadas reduções nos preços de nenhum dos itens pesquisados. Foto: Divulgação

Nos seis primeiros meses de 2021, a cesta básica em Manaus acumulou alta de 6,51%. O reajuste dos preços dos itens essenciais foi constatado em pesquisa realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC/Aleam), divulgada nesta sexta-feira (2).

O levantamento apontou, ainda, uma alta de 2,50% no valor médio da cesta básica em junho, na comparação ao mês anterior. Com isso, a CDC/Aleam constatou que, em maio, o consumidor desembolsou R$ 258,73 para adquirir os produtos essenciais, enquanto que, no mês seguinte, pagou R$ 265,19 pelos mesmos itens.

A pesquisa, realizada entre os últimos dias 29 e 30 de junho, coletou dados de 26 itens essenciais em dez supermercados localizados nas zonas Norte e Leste de Manaus.

Sem reduções

No acumulado do 1º semestre, não foram identificadas reduções nos preços de nenhum dos itens pesquisados. Por outro lado, a alta acumulada nos últimos seis meses foi suficiente para garantir o reajuste nos preços de todos os itens que compõem a cesta básica. Dentre os 26 itens pesquisados, dez sofreram reajustes mais significativos, entre eles a margarina, a linguiça calabresa, a bolacha cream-cracker e o ovo.

Conforme a pesquisa, o preço médio da margarina acumula alta de 53,96% no período, passando de R$ 1,74 para R$ 2,68, no último mês; seguida da linguiça calabresa (+31,15%); da bolacha cream-cracker (+30,33%) e da cartela de ovos, que saltou de R$ 14,72, no início do ano, para R$ 15,76, no mês passado, uma alta acumulada de 14,30%.

Alta acumulada

Na avaliação do presidente da CDC/Aleam, deputado estadual João Luiz (Republicanos), essa alta acumulada nos seis primeiros meses do ano tem um reflexo direto na aquisição da cesta básica, reduzindo o poder de compra do consumidor amazonense.

“Infelizmente, a lei em vigência, que proíbe a majoração de produtos e serviços, não está sendo totalmente cumprida. Prova disso, é esse reajuste do valor médio da cesta básica no acumulado de janeiro a junho deste ano. Somos cientes da sazonalidade de alguns itens, mas isso é ruim para o consumidor que não consegue se programar para adquirir os produtos essenciais e, na maioria das vezes, se vê obrigado a optar por um item em detrimento a outro”, afirmou João Luiz.

Vale ressaltar que o valor mínimo é calculado considerando o menor preço encontrado para cada produto nos diferentes estabelecimentos, assim como, o valor máximo é calculado somando-se os preços mais caros para cada um dos mesmos itens pesquisados.

Cesta básica mais cara em junho

Em junho, o preço médio da cesta básica amazonense apresentou um aumento de 2,50%, na comparação com maio, saltando de R$ 258,73 para R$ 265,19. Conforme a pesquisa, o valor mínimo necessário para aquisição da cesta básica no mês de junho foi de R$ 198,92 e o máximo de R$ 326,87, apontando uma variação de 64,32%, entre os preços mínimo e máximo.

Os produtos que mais contribuíram para o aumento dos preços, no mês de junho, foram sabão em pó, arroz, papel higiênico, pasta de dente e bolacha cream-cracker. O sabão em pó ficou, em média, 16,87% mais caro; já o preço do arroz aumentou, em média, 12,61%. O papel higiênico, a pasta de dente e a bolacha sofreram reajuste médio de 11,69%, 7,14% e 5,53%, respectivamente.

Por outro lado, a pesquisa da CDC/Aleam constatou que alguns produtos ficaram mais baratos, entre eles o sal de cozinha (-12,05%), o vinagre (-6,82%), o feijão carioca (-3,95%), o óleo de soja (-2,26%) e a água sanitária (-2,24%).

Produtos similares

Outro dado importante é a variação de valor entre produtos similares encontrados nos dez supermercados pesquisados. Foram encontradas diferenças de preços muito grandes entre os itens iguais, como, o sabão em barra que chegou a apresentar, em junho, uma diferença de 200,80%, entre um estabelecimento e outro. No mesmo período, o sabão em pó apresentou diferença de 184,17%%, a margarina vegetal com variação de até 165,68%, a água sanitária com 147,47%, o sal marinho com 123,08% e o feijão carioca com 109,56%.

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