
Vídeo mostra mulher comprando gasolina em galão e ela é confundida com criminosos. Conheça a história. Foto: Reprodução
Com a onda de ataques que ocorreu em Manaus neste fim de semana, a população tem estado em estado de alerta e com os cuidados redobrados. Diante disso, tem sido comum ver possíveis indícios de atos criminosos em qualquer atitude suspeita. Mas nem sempre tudo o que parece é.
Foi o que ocorreu com a motorista de aplicativo Grazielle Oliveira dos Santos, 35, que acabou sendo envolvida em uma confusão após ser filmada comprando galões de gasolina em um posto de combustível na manhã desta segunda-feira (7), na rua Dona Otília, bairro Campos Sales, na zona Oeste de Manaus.
No vídeo, que viralizou nas redes sociais, Grazielle aparece colocando os galões de gasolina no porta malas de seu carro. As pessoas que estavam gravando ainda chegaram a dar um alerta: “Pessoal, se prepara aí. Tão usando mulheres para comprar gasolina (sic)”, dizia um homem.
No entanto, o vídeo só mostra um lado da história. “Eu trabalho com transporte e o carro estava com problema no marcador, por esse motivo eu estava me prevenindo de ficar no prego porque estava com pouco combustível e então comprei R$ 10 de etanol pra ficar como reserva e sai às pressas sim porque estava com passageiro, como mostra na filmagem e, no ato da compra um infeliz fez esse vídeo maldoso, mas nada tenho a ver com nenhuma organização criminosa”, explicou Grazielle.
Nos vídeos, ela chega a ser tratada como criminosa e procurada. O O episódio mostra o tamanho da paranóia em que vivemos.
Ela contou que soube da confusão por amigos que viram o vídeo em vários grupos do WhatsApp, além de matérias em vários portais de notícias. Após tomar conhecimento, Grazielle se dirigiu ao 20° Distrito Integrado de Polícia (DIP).
“Cheguei na delegacia, fiz o Boletim de Ocorrência, veio o investigador, fez perguntas, verificou todo o meu celular, após isso a gente deu uma volta no carro, junto da delegada, para confirmar que o marcador estava de fato com problema, aí foi finalizado e eu fui liberada”, esclareceu a motorista.
Apesar do caso estar esclarecido, danos emocionais e o medo estão presentes. “Eu trabalho, acordo 5h30 da manhã todos os dias, eu to com medo porque tem pessoas que acreditam e outras que não, apesar de já ter sido provado minha inocência na delegacia. Isso me abalou profundamente, para dormir eu tive que tomar remédio”, finalizou ela.