17/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Março Lilás: especialista fala sobre a prevenção ao câncer de colo de útero

Publicado em 05 de março, 2021

O mês dedicado a mulher também levanta um importante alerta para a doença. Foto: Divulgação

O mês de março, além de contar com o Dia Internacional da Mulher, também é responsável por acolher um importante movimento de conscientização para o público feminino. Conhecido como “Março Lilás”, este período do ano traz uma reflexão sobre a necessidade de combater o câncer de colo de útero. Por isso, a ginecologista Yasmine Bader esclarece dúvidas sobre o assunto.

Mas afinal o que é o câncer de colo de útero?

Aos que desconhecem, o câncer de colo de útero é uma evolução da infecção por HPV. Este papilomavírus humano é frequente, mas em sua maioria não resulta na doença. Só há diagnósticos positivos uma vez que se tem a alteração celular na região genital, o que pode ser facilmente identificado por meio do exame de Papanicolau, por exemplo.

E quais são os sintomas?

Antes de mais nada é importante esclarecer que o câncer de colo de útero se desenvolve de maneira lenta e por esse motivo a preocupação deve ser redobrada e os cuidados prévios adotados. Sobre os sintomas, estes geralmente não são aparentes em estágio inicial, por isso o cuidado recomendado anteriormente. Em estágio avançado a doença pode se apresentar por meio de: dores abdominais intensas; secreção vaginal desregulada e sangramento vaginal intenso e seguido (este pode se manifestar após relação sexual).

Como prevenir?

Por estar diretamente ligada à possibilidade de infecção pelo Papilomavírus Humano, popularmente conhecido como HPV, proteger-se contra esta doença deve ser um dos métodos de prevenção principais. Além do preservativo, que previne de maneira parcial o contágio, a vacinação contra o HPV é necessária.
O Ministério da Saúde assegura por meio de calendário oficial, a imunização de meninas entre 9 e 14 anos. De toda forma, vale lembrar que além da vacinação, o exame de papanicolau é também indicado como método de prevenção.

Como é feito o diagnóstico do câncer de colo de útero?

Há algumas formas de se identificar, principalmente de maneira precoce o câncer de colo de útero, dentre as alternativas mais comuns está o exame de papanicolau. Dependendo do paciente ou em casos inconclusivos são aplicados outros métodos como: biópsia, colposcopia e exame pélvico.

E como é feito o tratamento do câncer?

Semelhante a outros tipos de câncer, a doença de colo de útero tem o tratamento definido com base na avaliação médica. De acordo com o estágio da doença e o estado de saúde do paciente podem ser adotadas alternativas como: quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença de colo de útero é a terceira mais frequente em mulheres, ficando atrás apenas do câncer colorretal e o de mama. Segundo estimativas são esperados 16.590 novos casos para o ano de 2020.

Prevenção

Segundo a ginecologista do sistema Hapvida, Yasmine Bader, a prevenção continua sendo a melhor forma de combater a doença. “Pacientes com HPV ou pacientes que não fazem exame de rotina, é mais difícil de a gente descobrir uma lesão de estágio inicial onde o tratamento seria bem mais fácil. Então a prevenção hoje realmente é o exame de rotina como papanicolau ou preventivo, que devem ser feitos pelo menos uma vez ao ano. Caso a paciente apresente alguma alteração os exames devem ser feitos com mais frequência”, explica a médica.

A ginecologista ainda informa que as pacientes diagnosticadas precisam ser acompanhadas pelo profissional responsável que irá orientar qual o tratamento correto. “As mulheres diagnosticadas com o câncer de colo de útero devem ser orientadas pelo seu ginecologista ao que deve ser feito, este é o profissional capacitado a conduzir e tratar essa paciente. É ele que vai identificar aquela alteração provavelmente no preventivo ou exame físico da paciente, em seguida, irá orientá-la a fazer exames mais específicos como biópsia, ou direcioná-la para um tratamento cirúrgico ou medicamentoso, além de identificar os fatores de risco que levaram a paciente a ter essa enfermidade. Daí a necessidade de fazer os exames de rotina e o acompanhamento de um ginecologista anualmente”, destaca ela.

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