O Ministério da Saúde requisitou 100 amostras de sangue de pessoas infectadas com o novo coronavírus para fazer o estudo genético que pode identificar se há uma variante do Sars-Cov-2 no Amazonas. Quatro viajantes, que estiveram no Amazonas, foram examinados no Japão e estavam com a variante sul-africana do coronavírus, uma mutação mais contagiosa. Eles retornaram no dia 2 de janeiro.
O Secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo, informou, durante coletiva à imprensa sobre as ações de combate à Covid-19 nesta segunda-feira (11), que o Secretário de Vigilância e Saúde do Ministério de Saúde requisitou 100 amostras do Lacen, de forma emergencial, para serem analisadas.
Segundo o secretário, o Ministério da Saúde nem confirma nem descarta a possibilidade de uma variante do vírus no Amazonas. “Vai ser feito um estudo genético para ter uma conclusão mais assertiva sobre o tema”, disse.
Os cientistas dizem, segundo a CNN, que “a variante sul-africana do novo coronavírus tem múltiplas mutações na proteína ‘spike’, que o vírus usa para infectar células humanas. Também tem sido associada a maior carga viral, significando maior concentração de partículas virais no corpo dos pacientes, possivelmente contribuindo para níveis mais elevados de transmissão”.
Há, inclusive, o risco de que essa mutação não seja coberta pelas vacinas anunciadas.
O anúncio da infecção dos viajantes do Amazonas foi feito pelo Ministério da Saúde do Japão. Trata-se da variante B1.1.248, que é semelhante aos vírus encontrados na África do Sul, diz “O Antagonista”.
O resumo dos casos do Japão: Um homem de cerca de 40 anos foi internado por apresentar problemas para respirar. Uma mulher, de aproximadamente 30 anos, apresentou dor de cabeça e garganta inflamada. Um adolescente teve febre. Outra jovem não apresentou sintomas.
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