05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Tartaruga anunciada em bingo é apreendida pela PM. Autor vendia cartelas em frente de casa

Publicado em 29 de dezembro, 2020

Tartaruga anunciada em bingo

Tartaruga anunciada em bingo e promotor é preso pela PM quando vendia as cartelas. Fotos: 3° BPM/ Tefé (AM)

Tartaruga anunciada em bingo

Os “anúncios” do “bingão”

O “Bingão da Virada” conseguiu superar todas as afrontas ao coronavírus e às leis ambientais no Amazonas. Anunciado para amanhã (30/12), no Município de Tefé, no Alto Solimões, tinha uma tartaruga como 5º prêmio. O “promotor” do evento, Alailson Pereira de Souza, 26, deu o endereço de casa para os interessados. E vendia os cartões, pessoalmente, quando foi preso por crime ambiental pela Polícia Militar (PM), ontem (28/12), por volta das 13h30.

O Bingão ocorreria na rua Samuel Fritz, no bairro Abial, em Tefé. O suspeito foi indagado pelos militares sobre a localização do quelônio. Ele não teve problemas em indicar que a tartaruga estava em uma caixa d’água, na sua residência. Parecia não ter a menor noção do tamanho da “bronca”. Os policiais tiveram que informar ao infrator que essa prática caracteriza crime ambiental.

Tartaruga e cartelas do bingo foram apreendidas e os policiais deram voz de prisão ao autor. A 5ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Tefé fez os procedimentos finais.

 

Crime ambiental

A venda de tartaruga é considerada “tráfico de animal silvestre” pela legislação. A multa pode chegar a R$ 400 mil. Esse tipo de tráfico é o terceiro maior comércio ilegal do planeta, atrás apenas dos tráficos de armas e drogas.

O consumo de tartaruga é histórico no Amazonas, rendendo muitos pratos e alimentando muitas pessoas. A criação em cativeiro está bastante difundida no Estado. A preferência culinária é apontada pelos ambientalistas como uma das causas para a espécime ter entrado na lista de extinção.

A previsão legal dos crimes ambientais tem base na Constituição Federal de 1988, de onde deriva a legislação específica.

 

Outras afrontas

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a Defensoria Pública brigam na Justiça para tentar impedir aglomerações neste fim de ano. Elas afrontam as medidas tomadas pelo Governo do Estado para conter a pandemia de Covid-19. E os números que apontam aumentam de contaminação pelo coronavírus.

As principais festas anunciadas são o Réveillon, do qual o prefeito de Rio Preto da Eva, finalmente, desistiu e festas privadas, em Barreirinha e Nhamundá. Os privados continuam sendo anunciados, apesar das medidas judiciais do MPAM e Defensoria Pública.

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