A retinopatia diabética (RD) é uma doença que afeta os pequenos vasos da retina, região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro. O aparecimento da retinopatia diabética está relacionado principalmente ao tempo de duração do Diabetes e ao descontrole da glicemia.
O olho é uma espécie de “câmera”, que atua tirando “fotos” que são captadas pela retina e as envia para o cérebro onde são processadas. A retina é uma camada nervosa que reveste o fundo do olho.
A retinopatia diabética está relacionada ao Diabetes Mellitus, doença que atinge cerca de 180 milhões de pessoas em todo o mundo. Atualmente, estima-se que esse número aumente para aproximadamente 300 milhões de casos até ao ano de 2025, com especial aumento nos países em desenvolvimento, afetando idosos, obesos e pessoas com estilo de vida sedentário. Representa a terceira causa de cegueira irreversível no mundo, a primeira entre os adultos em idade laboral nos países em vias de desenvolvimento e ocupa o terceiro lugar na América Latina, depois da catarata. Estima-se que pelo ano 2030 os casos estejam duplicados.
Quando a glicemia está descontrolada desencadeia várias alterações no organismo, incluindo a retina denominada Retinopatia Diabética, que se não tratada da forma adequada, pode desencadear problemas como sangramentos e descolamento da retina, condições que vão se agravando ao longo dos anos, levando à cegueira. Estádiretamente relacionado com o tempo de evolução e grau de controle da doença. Portanto o manejo ótimo da glicemia, em conjunto com outros fatores de risco como hipertensão arterial e alteração do colesterol, reduzem o risco de aparecimento e progressão da enfermidade.
Se os níveis de açúcar no sangue permanecerem altos, a retinopatia diabética continua piorando. Vasos sanguíneos novos e mais sensíveis crescem na retina e, por serem fracos, eles podem se romper facilmente até mesmo durante o sono.
Na retinopatia proliferativa, os sintomas não são observados no início do problema, podendo ser tarde demais fazer o tratamento quando a condição é detectada. Por esse motivo, é importante manter os exames oftalmológicos em dia.
A retinopatia também pode causar inchaço da mácula do olho, que é a região no centro da retina responsável pela visão nítida e com mais detalhes.
1- Adultos com diabetes tipo 1 devem fazer um exame oftalmológico inicial abrangente dentro de 5 anos após o início da doença.
2- Pacientes com diabetes tipo 2 devem fazer um exame oftalmológico inicial abrangente no momento do diagnóstico.
3- Se não houver evidência de retinopatia em um ou mais exames oftalmológicos anuais, então exames a cada 2 anos podem ser considerados. Se algum nível de retinopatia diabética estiver presente, exames de retina subsequentes devem ser repetidos pelo menos uma vez por ano. Se a retinopatia progredir ou ameaçar a visão, então os exames devem ser realizados com mais frequência.
4- Mulheres grávidas ou que planejam engravidar, com diabetes tipo 1 ou 2 pré-existente, devem ser aconselhadas sobre o risco de desenvolvimento e/ou progressão da retinopatia diabética.
5 – Exames oftalmológicos devem ocorrer antes da gravidez ou no primeiro trimestre em pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 pré-existente. Eles devem ser monitorados a cada trimestre e durante um ano pós-parto, conforme indicado pelo grau de retinopatia.
O médico Eude Felício da Costa, do Centro Amazonense de Oftalmologia (CAO), explica que o melhor tratamento para a retinopatia diabética é o controle das taxas de glicose no sangue. “O controle da glicemia e da pressão arterial são medidas fundamentais, pois o controle intensivo da glicose no sangue retarda a progressão da retinopatia, que reduz significativamente o risco de perda de visão em longo prazo. O tratamento normalmente não cura a retinopatia diabética, mas pode reduzir alguns sintomas e retardar a progressão da perda de visão”, explica.
O controle dos níveis de glicose no sangue, bem como da pressão arterial são medidas fundamentais, pois retarda a progressão da retinopatia. O edema macular diabético e a proliferação de vasos são tratados por meio de injeção intraocular de medicamento específico para cada caso. Frequentemente, a cirurgia para correção de descolamento de retina e/ ou hemorragia intraocular também são necessárias.
A prevenção através de exames oftalmológicos frequentes é melhor solução para detecção e tratamento precoces para evitar a cegueira.
CAO
Com modernas e confortáveis instalações, o CAO oferece um atendimento personalizado e o maior e mais moderno arsenal tecnológico de diagnóstico e tratamento na área de Oftalmologia da região.
Tem uma Sala de Exames com todos os equipamentos necessários à prática segura da Oftalmologia moderna: Tomógrafo de córnea; Tomógrafo de retina; Biômetro Zeiss IOL máster 700 – Verion; Aberrômetro; Topógrafo, entre outros. Também possui um centro cirúrgico especializado em todos os tipos de cirurgia oftalmológica.
Conta com uma equipe altamente qualificada: Dra. Leila Gouvea, com mestrado em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pioneira no Brasil em cirurgia de catarata pela técnica de Facoemulsificação; Dr. Eude Felício da Costa, com especialização em Oftalmologia na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte (MG); Dra. Larissa Gouvea, com especialização em Oftalmologia no Hospital de Olhos do Paraná; Fellow Reserch em córnea e catarata na MUSC (Medical University of South Caroline – USA), ocasião em que foi premiada com o Best Paper no maior congresso de catarata do mundo (ASCRS); Atualmente, Fellow Cirúrgico em Córnea na Universidade de Toronto (CA) ; e Dr. Raphael Pereira, Fellow de Retina clínica e cirúrgica no Hospital de Olhos do Paraná, e Fellowship Research em Retina na Mayo Clinic (USA) .


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