
De maneira poética, “Agô” propõe uma reflexão a respeito de problemas sociais como racismo, intolerância, violência e discriminação. Foto: Divulgação
Com um pedido de clemência e proteção divina diante de problemas sociais como violência, intolerância religiosa e a discriminação contra povos indígenas e negros, o espetáculo “Agô” retorna aos palcos de Manaus neste fim de semana, para apresentações no Centro Cultural Usina Chaminé (avenida Manaus Moderna, s/nº, Centro). As sessões nesta sexta-feira (18) e sábado (19) serão realizadas às 19h30. A entrada é gratuita, com agendamento pelo Portal da Cultura (bit.ly/agoManaus e bit.ly/agoManaus2). A classificação é para 14 anos.
Os protocolos de segurança sanitária de prevenção à Covid-19 serão adotados, como a limitação de público em 50% da capacidade do local, distanciamento social e uso de álcool em gel. Também estão marcadas apresentações na próxima quarta-feira (23), no Teatro da Instalação (rua Frei José dos Inocentes, s/nº, Centro), com sessões às 18h e às 19h30.
“Agô”, encenado por integrantes do Menina Miúda Produções Artísticas, aborda novos casos de violência contra negros e povos indígenas noticiados, recentemente, pelos jornais mundo afora. Além disso, o trabalho contará com novos bailarinos e recebeu novo incremento na coreografia.
“Trazemos novo figurino, novos bailarinos, uma cenografia nova, tudo isso para tentar aproximar o espectador dessas situações tão complicadas que a gente vê no dia a dia, não de uma forma brusca, mas de uma forma poética e artística”, diz o diretor da montagem, Cairo Vasconcelos. “O espetáculo está um pouco mais enxuto, mas com uma nova dinâmica de coreografias e movimentações. Outra novidade são as pinturas corporais dos bailarinos, que serão feitas por indígenas da tribo Sateré Mawé”, ressalta.
Em cena, os seis artistas utilizam figurinos, adereçagem na linguagem afro e reproduzem movimentos característicos da cultura indígena. A atuação poética faz com que o público adentre nas diversas situações ali apresentadas e, com isso, possa refletir sobre problemas sociais como racismo, intolerância, violência e discriminação vigente ao longo dos séculos.
“Agô” possui 45 minutos de duração e o projeto foi contemplado na categoria Dança do Edital Prêmio Manaus de Conexões Culturais, da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), por meio da Lei nº 14.017/2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, e tem apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Participam da produção os bailarinos Emília Pontes, Laura Melo, Iessa Ferreira, Igor Nogueira, Klaiverth Melo e Thaysson Castro. A direção e concepção cênica são de Cairo Vasconcelos, coreografia de Wilson Júnior, o ensaísta é Everton Castro, a maquiagem é assinada por Eugênio Lima, figurino de Dione Maciel, produção de Emília Pontes e grafismos de Amadeu Sateré e Arte Chopinho.

Entre as novidades desta nova versão de “Agô” estão as pinturas corporais dos bailarinos, que serão feitas por indígenas da tribo Sateré Mawé. Foto: Divulgação
Espetáculo de dança “Agô”
Quando/Onde: dias 18/12 e 19/12, no Centro Cultural Usina Chaminé (avenida Manaus Moderna, s/nº, Centro), às 19h30; e dia 23/12, no Teatro da Instalação (rua Frei José dos Inocentes, s/nº, Centro), às 18h e 19h30
Entrada: gratuita, com agendamento pelo Portal da Cultura