05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Gesto de amor: mãe doa rim e salva filha de oito anos

Publicado em 22 de janeiro, 2013

Quando soube que a pequena Karyna Evelyn Lima, de apenas 8 anos, precisava receber um rim para se curar de um problema crônico e deixar de correr risco de morte, a industriária Kalliane dos Santos, 29, não mediu esforços para salvar a vida da sua única filha que, há cinco meses, passava oito horas diárias numa maquina de diálise peritoneal. Orientada pela equipe médica do Hospital Santa Julia, as duas, mãe e filha, num ato de coragem, se submeteram a uma cirurgia para transplante renal intervivos.

Mãe e filha já receberam alta e estão em casa

Mãe e filha já receberam alta médica e estão em casa se recuperando da cirurgia.

Há um ano, Karyna sofria com uma forte anemia, acompanhada de dores no rim direito, devido a diversos cistos que apareceram no órgão. “Os médicos me disseram que poderia ser uma má formação, ainda quando minha filha estava no ventre”, explica Kelliane. Quando o problema foi descoberto, o rim direito da menina já havia parado de funcionar e o esquerdo estava bastante debilitado. A mãe, por sua vez, começou a fazer os exames para verificar a compatibilidade do órgão e convenceu a família a apoia-la nessa decisão. “A Karina mora conosco desde muito pequena. Ficamos muito tristes quando descobrimos a doença, mas, hoje, graças a Deus, tudo correu bem e elas terão uma vida normal”, conta o avô, Manoel Jaime de Lima, militar aposentado, de 62 anos. O transplante renal da pequena Karyna aconteceu na manhã da última quarta-feira (17), no Hospital Santa Julia. A cirurgia durou aproximadamente 6 horas.

A doação de rim feita pela Kalliane à filha Karyna foi realizada como método de substituição da função renal da paciente. “Ele é indicado quando os dois rins não funcionam de maneira adequada. O procedimento permite que o órgão recebido desempenhe as atividades que antes não eram feitas pelos rins doentes”, explicou o nefrologista da garota, Rolando Guilhermo. Ele também ressalta que em casos de doadores vivos relacionados (quando a cirurgia é feita entre parentes diretos como pai, mãe e irmãos), as chances do corpo aceitar o novo órgão é bem maior, com compatibilidade em até 95%. “Foi o que aconteceu nesse procedimento”, conta.

Ambas, mãe e filha, já receberam alta médica e estão se recuperando da cirurgia em casa. Uma vez por semana, as duas voltam ao hospital para consulta de rotina. Karyna, que antes não podia nem mesmo tomar líquido, voltou a ter a função renal regularizada e, em breve, retorna à escola, apta a realizar todas as atividades de uma criança sadia.

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