
Acusado de homicídio, sindicalista puxa movimento grevista e faz ameaça de greve no transporte; Prefeitura reúne empresários e rodoviários. Foto: Divulgação
O sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus iniciou nesta manhã de terça-feira (15) um movimento de paralisação no transporte coletivo da cidade. Veículos foram deixados estacionados em bairros como Mutirão, Cidade Nova, Compensa e Santo Agostinho, mas o transporte já está normalizado.
Na pauta de reivindicação dos operadores do sistema consta o pagamento do décimo terceiro salário, em dezembro, que estaria atrasado. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, que comanda o movimento, é acusado de envolvimento numa emboscada que terminou com a morte de Bruno Freitas Guimarães e da tentativa de homicídio de Thelssy dos Santos Freitas, em Iranduba, onde mora.
A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), intermediou uma reunião entre empresários e trabalhadores do sistema de transporte coletivo a fim de dirimir impasses referentes à reivindicação do Sindicato dos Rodoviários em relação a pagamento de salários.
Após a reunião, o presidente dos rodoviários mandou um áudio no qual diz que ficou acertado que o pagamento sairá integral amanhã (16). Mas que a partir das 14h, quem não pagar, “a ordem é parar todos os terminais, garagem, Centro”. “Nossa preocupação maior é o décimo e o vale, que não tem nem previsão”. No mesmo áudio, Givancir diz que as empresas precisam explicar ao Tribunal do Trabalho e à Prefeitura porque não tem dinheiro para quitar os vencimentos. E declara: “Caso contrário, dia 21, é greve geral”.
O IMMU, por meio de seus Fiscais de Transportes, acompanha a situação para orientar os usuários do transporte coletivo na capital. A Prefeitura de Manaus ressalta que repassou às empresas de ônibus o pagamento equivalente à gratuidade no transporte coletivo nos dois turnos das eleições municipais. Além disso, está mantendo o pagamento de subsídio ao sistema.
A gestão municipal acredita que, com diálogo, a questão será resolvida, sem prejuízos à população. Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informa que não foi notificado sobre a paralisação.
Givancir foi detido e segue em liberdade provisória, usando tornozeleira eletrônica. Apesar de ter ficado afastado durante a prisão, é ele quem comanda as negociações com os empresários.