O sol pode ser o mais inclemente e o horário entre 12h e 15h, quando todos procuram o refúgio do ar-condicionado, mas um pequeno trecho do Centro de Manaus oferece um clima ameno para receber o manauara ou mesmo o visitante. Trata-se da avenida Ramos Ferreira, da Tapajós à Luiz Antony, passando em frente do Instituto de Educação do Amazonas (IEA) e praças do Congresso e da Saudade, e da avenida Getúlio Vargas, entre as ruas 10 de Julho e 7 de Setembro.
As duas vias foram arborizadas há muito tempo. A população lutou para preservar as árvores, a ponto de a primeira passarela da cidade, construída em 1990, ter sido deslocada por mobilização popular para a esquina da 7 de Setembro para não prejudicar o desenvolvimento dos oitizeiros, hoje em plena maturidade.
As árvores conseguem se entrelaçar no meio da rua e dão sombra inclusive para os carros parados nos cruzamentos. “A gente consegue sentir a diferença”, disse Otávio Carvalho, parado no sinaleiro da Ramos Ferreira com a Ferreira Pena, debaixo das árvores. Um pequeno trecho da Ferreira Pena, que vai da 10 de Julho, à altura da Beneficente Portuguesa, até o final da Praça da Saudade, também tem o mesmo tipo de árvores e está arborizado.
São locais que deveriam servir de exemplo para o resto da cidade, que ficaria bem melhor se tivesse uma cobertura vegetal condizente.
Veja mais notícias em Destaques