Um carregamento com dois quilos de cocaína diluída em páginas de livros seguia de Tabatinga (AM) para o Qatar, nos Emirados Árabes, e Austrália, na Oceania, pelos Correios. A constatação foi feita pela Alfândega do Porto de Manaus, depois que um fiscal desconfiou da imagem em Raio-X da encomenda e, ao fazer a checagem, descobriu o forte odor do entorpecente.
A Receita Federal emitiu nota afirmando que a apreensão ocorreu “em procedimento de fiscalização de rotina no Collis Postaux (Correios). Dias 11/01 e 15/01, a equipe de fiscalização que atua na agência dos Correios do bairro Coroado, Zona Leste, encontrou documentos e um livro impregnados com cocaína diluída.
O procedimento de fiscalização consiste em passar pelo aparelho de Raio-X diversas encomendas, que são selecionadas conforme origem e destino, além de outros parâmetros utilizados pela análise de risco da equipe de servidores da Alfândega do Porto de Manaus. Com a existência de alguma suspeita a encomenda sofre uma verificação física e, posteriormente, caso a desconfiança se mantenha, a mesma é submetida ao chamado “narcoteste”, utilizado para detectar a existência de cocaína ou outros entorpecentes.
No momento da abertura das caixas com as encomendas sob desconfiança, segundo a Alfândega, foi percebido o forte odor que provocou a utilização do narcoteste, que apresentou a coloração alaranjada, cor que denunciou a presença de cocaína nos documentos e no livro retidos pela fiscalização. O peso dos dois volumes foi de aproximadamente 2 quilos.
O Inspetor Adjunto da Alfândega do Porto de Manaus, Maurício Fernandes, informa que os procedimentos de fiscalização continuarão sendo realizados nos Correios e toda e qualquer encomenda suspeita será submetida à uma ação mais rigorosa de controle fiscal. Foi lavrado termo de apreensão e os volumes contendo a droga foram entregues à Polícia Federal.
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