
Forte chuva não impede realização da 18ª edição da Feira Livre do Produtor Rural de Barreirinha. Fotos: Divulgação
Apesar da forte chuva, o público compareceu para prestigiar a 18ª Edição da Feira Livre do Produtor Rural de Barreirinha. Os produtores chegaram cedo e mesmo debaixo de tempestade, levaram seus produtos para serem comercializados, nesta que é considerada a vitrine da agricultura familiar no município.
Como de costume, a feira aconteceu na última sexta-feira do mês (30), na quadra Carlos Dias, que fica em frente à Casa Lotérica da cidade e contou com a participação de 41 agricultores oriundos do Paraná do Ramos: Tutira, Terra Preta do Limão, Vila Cândida, São Francisco Xavier e Sapateiro. Do rio Andirá: Ariaú, Tucumanduba, Santa Vitória do Coatá, Boas Novas e Moura.
Segundo a Secretaria de Produção e Abastecimento (Sempa), responsável pela organização da Feira Livre, cerca de 1070 produtores rurais das localidades do Paraná do Ramos e do Andirá, estão cadastrados e aptos a exporem seus produtos no local.
Os produtos oferecidos são os mais variados e tem para todos os gostos, desde o a hortaliça, ao artesanato. Entre os principais produtos estão a melancia, banana, abacaxi, hortaliças em geral, tapioca, queijo, pé de moleque, gomas e massas de mandioca, tucupi, farinha de mandioca, galinha caipira, plantas ornamentais e medicinais, dentre outros, tudo direto da produção para a mesa do consumidor, opção é o que não falta.
Até som ao vivo com Thayla e Neto Cabral tem na feira, que durante a pandemia precisou se adaptar para não parar suas atividades mensais, como lembra Kennedy Andrade, Secretário da Sempa.
“Nós criamos um novo espaço, atendendo todas as medidas de segurança contra a Covid-19. Antes era lá na praça, na frente do mercado, mas com a pandemia precisamos trazer pra quadra, justamente para termos o controle, para não gerar aglomeração e manter o distanciamento social, oferendo assim segurança para os agricultores e também para toda a população que vem aqui comprar seus produtos. Vale lembrar que no dia da feira, por exemplo, além de toda a estrutura disponibilizada no local, também damos toda a logística de transporte aos agricultores”, completou.
Com incentivos, motivação, extensão rural e assistência técnica qualificada, através de dia de campo e projeto de fortalecimento da agricultura, por meio de doação de sementes e mudas de plantas frutíferas, florestais e da olericultura, a Sempa consegue atender de forma eficiente todos os produtores que buscam conhecer e desenvolver novas tecnologias aplicadas nos mais variados tipos de criação de animais e cultivos, auxiliando no combate as pragas e doenças, gerando assim, uma cultura mais prospera, valorizada e um agricultor satisfeito.
Um exemplo é o produtor Nazareno Dabela Marinho, 61, agricultor do Paraná do Ramos, que apesar da chuva, trouxe 49 melancias, 14 cachos de banana e maxixi para vender nesta edição. Como muitos, ele era um dos que não acreditavam no potencial da feira lá no inicio, agora, após receber os incentivos e a assistência técnica da Sempa, lembra como tudo mudou pra melhor.
“Eu pra falar a verdade não botava muita fé nisso aqui não, pra mim era besteira, tempo perdido, eu achava que sabia de tudo e que o que eu fazia era o certo. Tive muito prejuízo, perdi quase metade da minha produção ano passado. Na verdade foi preciso acontecer tudo isso pra eu poder procurar a ajuda e assistência técnica da Sempa. Agora tá tudo as mil maravilhas graças a Deus e ao pessoal da Sempa que tem me ajudado muito, muito mesmo”, comemorou o produtor.
Outro que nunca perde a viagem é o agricultor Udinilzon Vieira Barbosa, 53, da Comunidade do Tutira. Desta vez ele trouxe queijo, couve e melancia. Segundo ele, sempre que tem produção traz tudo pra vender na feira.
“Rapaz pra mim tem sido tudo muito bom. Sempre que trago meus produtos consigo vender tudo. Não tenho do que reclamar antes a gente não tinha um lugar pra vender agora a gente tem, principalmente em dias como esse de hoje, com essa chuvada, é bom ter um lugar para ficar, pra se esconder da chuva”, ressaltou o agricultor.
Morador da comunidade de Santa Vitória do Coatá, seu Izidório Cabral Fernandes, comemorou as vendas. Segundo ele, a chuva não espantou os clientes e ele conseguiu vender toda a sua produção, composta por 60 palmas de banana, 30 litros de farinha de mandioca, 40 palmas de banana maçã, 80 abacaxis e 70 kg de cará. “Eu sempre vendo tudo, nunca sobra nada, vende tudo, é muito bom”, comemorou.
A feira é apenas uma vez por mês, e tem gente que aproveita para comprar tudo o que puder e desfrutar dos benefícios dos produtos fresquinhos e orgânicos oriundos da agricultura familiar. Como é o caso de Zé de Oliveira, que aproveitou para comprar várias palmas de banana. “Eu gosto porque é tudo muito bom, saudável e sem agrotóxicos, por isso eu aproveito pra comprar, principalmente essa bananinha pra comer no almoço”, completou o comunicador.
E no próximo dia 6 de novembro acontece a 1ª Semana do Pecuarista de Barreirinha. O evento está previsto para acontecer no Parque de Exposição Agropecuária do município, entre os dias 6, 7 e 8, no horário de 8h da manhã às 17h da tarde, com palestras, cursos, práticas e certificado. As vagas são limitadas. Para mais informações os interessas devem procurar a Sempa, que funciona dentro do Parque de Exposições.