
Veja imagens da vazante 2020, em locais como Laguinho, no Tarumã (foto). As imagens aéreas e fotos do Laguinho são de Pedro Braga, na Ponta Negra de Tereza Cidade e no lago do Aleixo de Amanda Priscila
Desde o dia 17/10, o rio Negro vem enchendo entre 1cm e 2cm, atingindo o total de 8cm de cheia até esta quarta (21/10). Sim, o regime das águas está muito louco e acabou as certezas de vazante a partir de 13 de junho e enchente começando fim de novembro. Ficam as impressionantes imagens atuais, dos leitos quase sem água e de trechos secos.

A Praia do Avião, no Tarumã, está completamente no seco
O Laguinho, no Tarumã, local preferido do lazer dos donos de barcos, apresenta um filete d’água, barrenta como do Solimões. Bem diferente do cenário paradisíaco das águas negras do auge da cheia. O mesmo se vê no lago do Aleixo, na Zona Leste, próximo ao Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões.

A Ponta Negra na cheia…

… e agora, na vazante
O fenômeno da vazante também fica visível na praia atrás do templo dos mórmons, na Ponta Negra, ao lado do Jardim das Américas.
Veja a sequência de fotos e vídeo:
A maior vazante do rio Negro ocorreu em 2010, quando o rio atingiu 13m63cm. A vazante começou em 13 de junho e foi até 24 de outubro. A maior cheia foi em 2012, com 29m97cm, a inacreditáveis 3cm da famosa “cota 30m”. É o nível dos rios que a Engenharia considera segura para construir casas nas margens. A enchente começou em 12/10/2011 e foi até 29/05/2012. Os dados são da Administração do Porto de Manaus.
Este ano, 2020, a cheia foi até 18/05, quando o rio Negro ficou em 28m52cm. O nível mais baixo, em 15/10, foi de 16m97cm. O rio ficou 3m34cm acima da maior vazante.
A pesca esportiva do tucunaré, que depende do nível dos lagos, está nos últimos momentos do ano. Na maioria dos locais, a água “virou”, isto é, deixou de ser negra e límpida para ficar branca e turva. Claro que há quem pesque além disso – e até o ano inteiro -, mas são grandes especialistas.
Os lagos e rios da região de Careiro Castanho e Autazes, onde estão locais piscosos, como o rio Juma e o lago do Tracajá, sofrem influência do rio Madeira e continuam secando. Já a região sob influência do Solimões, como os lagos do rio Negro, Barcelos e Santa Izabel os mais piscosos, começou a encher.
A diferença no movimento do regime das águas entre as duas regiões, segundo os pescadores mais experientes, é de 15 dias. Isso significa que quando a cheia começa nos rios Negro e Solimões, ainda demora mais 15 dias para começar na região do Madeira. O mesmo na vazante, que também começa antes no Negro.

O Lago do Aleixo na vazante…

… e como fica na enchente.