
Prefeito falou em lockdown em Manaus para ‘matar’ ameaça de 2ª onda. Foto: Mário Oliveira/Arquivo/Semcom
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, falou em lockdown em Manaus, nesta segunda-feira (28/9). A declaração foi dada à CNN Brasil. De acordo com o prefeito um decreto de bloqueio total ajudaria a “matar” a ameaça de uma segunda onda de Covid-19. Arthur afirmou, no entanto, que gostaria de ter o apoio do governador do Amazonas, Wilson Lima. Na semana passada, diante dos números do novo coronavírus, o governador publicou um novo decreto com restrições para todo o Amazonas.
“Gostaria de decretar lockdown, mas tem que ver com o governador. É coisa para ele entrar junto. Aceito o lockdown por entender que isso pode matar de vez a ameaça de uma segunda onda, que seria catastrófica. Senão a decretação será desmoralizada por pessoas sem máscara ou que vão simplesmente sair na rua. É preciso cobertura policial para chegar a essa medida”, declarou, na entrevista ao canal.

Declaração foi dada à CNN Brasil. Foto: Reprodução/CNN
O prefeito analisou que há subnotificação nos registros de mortes por Covid-19 na capital. “Recebo, todos os dias, o relatório de sepultamentos e percebo claramente uma subestimação da Covid-19”, afirmou.
“Há 48 casos e dizem que tem dois de Covid-19. Não é verdade. Doença respiratória grave é Covid-19, pneumonia ou coloquem o nome que for… é Covid-19. E temos que não esconder esses números, porque daqui a pouco precisamos de ajuda, nacional ou internacional, para sair de uma eventual segunda onda e ninguém acredita”, disse.
Pesquisadores têm afirmado que Manaus pode ter adquirido a imunidade de rebanho, também chamada de imunidade coletiva. Porém, esses anticorpos agiriam até certo período no corpo da população já exposta ao vírus.
Na semana passada, o Governo do Amazonas publicou o Decreto Nº 42.794, de 24 de setembro de 2020, com as novas medidas complementares para enfrentamento à Covid-19 no Estado. As restrições valem para todo o Amazonas, até o dia 26 de outubro de 2020.
Pelo decreto, estão suspensos o acesso às áreas de praias para recreação; o funcionamento de balneários e flutuantes; além do funcionamento de bares, mesmo que na modalidade restaurante. “Neste último caso, aplica-se aos estabelecimentos que não estejam, até a publicação do decreto, registrados como restaurante, na classificação principal da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas)”, informou o Estado.
Os restaurantes e as lanchonetes poderão funcionar até o horário limite das 22h, ficando vedada a sua reabertura após este horário, até às 7h da manhã do dia seguinte, bem como a sua locação destinada à realização de eventos e festas particulares.
O decreto também proíbe a realização de eventos em casas noturnas, boates, casas de shows e imóveis destinados à locação para esta finalidade, tais como casas, sítios, chácaras, associações e clubes.
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