
Foto: Divulgação/Secom
Passado o período de isolamento imposto pela pandemia da Covid-19, a indústria amazonense retoma, aos poucos, o ritmo de produção. O otimismo também volta à indústria da Zona Franca de Manaus (ZFM), após o abril mais pessimista da história do modelo.
Números da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam esse otimismo. Em setembro de 2020, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou seu quinto aumento consecutivo, depois de registrar o valor mais baixo da série histórica em abril.
Com o clima de otimismo mais elevado e disseminado entre os empresários da indústria brasileira, o ICEI, medido pela CNI, passou de 57,0 pontos em agosto para 61,6 pontos em setembro. Isso representa 4,6 pontos percentuais a mais em setembro, na comparação com o mês anterior. Em relação a setembro do ano passado, quando o índice estava em 59,5, também houve aumento (veja no gráfico, abaixo).

Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). Fonte: CNI
Apesar de cinco altas consecutivas, o indicador está 3,1 pontos abaixo do registrado em fevereiro, mês imediatamente anterior à pandemia da Covid-19. Naquele mês, o ICEI estava em 64,7 pontos.
O Icei é composto pelo Índice de Condições Atuais e o Índice de Expectativas. Os dois indicadores registraram aumento. Esses indicadores variam de 0 a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário.
Com um aumento de 7,8 pontos frente a agosto, o Índice de Condições Atuais alcançou 54,7 pontos em setembro. Ao ultrapassar a linha divisória dos 50 pontos, o índice reflete a percepção de que a situação econômica, sobretudo em relação ao seu próprio negócio, está melhor na comparação com os últimos seis meses. Nos últimos cinco meses, a avaliação era negativa.
Já o Índice de Expectativas aumentou 3 pontos na comparação com agosto, para 65,1 pontos em setembro.
Conforme informações da Agência Brasil, o novo patamar retrata expectativas mais otimistas e mais disseminadas por entre os empresários industriais quanto aos próximos seis meses. Desde maio, o índice vem mostrando recuperação, e desde julho ele tem se mantido acima da linha divisória de 50 pontos, que separa otimismo de pessimismo.
Para a CNI, de uma maneira geral, os empresários percebem que a economia está se recuperando e com o aumento da confiança, a indústria deve voltar a contratar trabalhadores e a investir.
Veja aqui o levantamento da CNI.
O setor de Duas Rodas é um dos que estão retomando o crescimento, no Polo Industrial, nesse pós-pico da pandemia. Alguns fabricantes chegaram a paralisar a produção durante o ápice da pandemia em Manaus. A produção vem sendo retomada, gradativamente, desde junho, quando a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) anunciou a redução de óbitos.
Neste mês, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) divulgou os dados de agosto, quando a indústria brasileira de motocicletas produziu 98.358 unidades no Polo Industrial de Manaus. O volume corresponde a uma alta de 0,4% na comparação com julho do presente ano (97.920 unidades) e retração de 14,3% em relação a agosto de 2019 (114.738 unidades). Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
Já a produção de bicicletas no PIM totalizou 63.908 unidades em agosto. Segundo levantamento da Abraciclo , esse volume é 4,3% superior ao produzido em julho do presente ano (61.283 unidades) e 45,2% menor que o registrado no mesmo mês de 2019 (116.525 unidades).
No momento, as fabricantes de bicicletas ainda estão enfrentando falta de insumos. “Com a pandemia da Covid-19, estamos vivendo um boom de vendas, já que o uso da bicicleta é um modo de evitar aglomerações, comuns no transporte público. Nesse cenário, mesmo trabalhando acima de sua capacidade, as fabricantes globais de peças não têm condições de atender à demanda das fabricantes brasileiras e de outros países”, explicou Cyro Gazola, vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, na última segunda-feira (14/9).
A fabricação nacional de motocicletas, quase totalmente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM), está entre as oito maiores do mundo. No segmento de bicicletas, com as principais fábricas também instaladas no PIM, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes do Setor de Duas Rodas geram mais de 13 mil empregos diretos em Manaus/AM.
Veja mais notícias em Economia