
Vereador diz que ondas de Covid-19 entre jovens europeus devem servir de exemplo para o Amazonas. Foto: Mário Oliveira/Semcom
Novas ondas de Covid-19 entre jovens europeus devem servir de exemplo para todos. O alerta é de Marcelo Serafim (PSB), um dos vereadores da Câmara Municipal de Manaus. Ele analisou os números atuais da Covid-19 no Amazonas e disse ter notado uma mudança no perfil dos novos infectados: são mais jovens. As explicações estão em vídeo gravado pelo vereador nesta segunda-feira (7/9); assista, ao final.
O vereador lembrou que há relatos de aumento de número de casos no mundo. “Em especial, na Espanha, Reino Unido e França. A Itália consegue se manter estável, mesmo tendo um leve aumento de número de casos”, disse.
O aumento de casos, segundo Marcelo, ocorre entre os jovens. “Que estão aproveitando o verão europeu para estarem em barzinhos e aglomerações dentro de praia. Isso tem que servir de lição para todos nós, porque, se lá está acontecendo isso, aqui também a gente pode ter, no futuro, um leve aumento de casos, exatamente dentro desse perfil”, alertou.
Mudança no perfil
De acordo com o vereador, no ápice da pandemia, aglomerações que fazem parte da rotina prejudicaram os mais pobres. Ele citou estudo recente realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo, que fez uma testagem em massa em profissionais de saúde.
“Profissionais médicos que trabalharam dentro da UTI se infectaram em torno de 6%. E quando eles analisam aquelas pessoas de baixa renda que trabalham no hospital, mas sem contato direto com o paciente, eles alcançaram número superiores a 40%”, informou.
O vereador concluiu que “pessoas mais pobres que moram longe do local de trabalho, que vivem em situações mais aglomeradas dentro de suas casas”, eram mais propensas a contrair a doença, no pico da pandemia.
Agora, o perfil de infectados mudou, segundo ele. “Pessoas que estavam em home office [trabalho de casa], que não estavam trabalhando na ponta de todos os setores, são elas que estão aparecendo com novos casos”, afirmou. “Não tem aumento de número de casos. O que tem é uma diferença no perfil desses novos casos”, completou.
Marcelo também analisou os novos casos de Covid-19 em Manaus. Com base nos dados, ele afirmou que os novos infectados são cada vez mais jovens. “E, talvez, exatamente por isso, a gente não tenha um grande impacto no número de óbitos que estão acontecendo na nossa cidade”, avaliou.
Diante dos novos números, o vereador fez um apelo aos jovens. “Usem máscara, se previnam! Não brinquem com isso. O vírus ainda não foi embora. Ainda temos muitas lutas, e só teremos a vitória garantida quando a vacina chegar e quando as nossas populações de risco estiverem vacinadas. Enquanto isso, nos ajudem. Usem máscaras, evitem aglomeração. Lavagem de mãos e utilização de álcool gel obrigatório e mantenha o distanciamento social”, disse.
Segundo o vereador, as internações na capital “estão praticamente estáveis”. “Quando a gente olha para 15 dias atrás, nós tínhamos 250 pacientes internados. Ontem [6/9], tínhamos 262. E esse esse número já chegou perto de 1.500. Isso continua estável aí nas últimas quatro, cinco semanas”, disse.
Ele analisou que o número de sepultamentos também está estável. “Quando a gente olha para a média de sepultamentos por mês, a gente vê lá, em abril, foram 93 sepultamentos; em maio, 75; em junho, caiu para 35; em julho, 31,6; e agora, em agosto, 30, 7”, informou.
Para ele, os números mostram uma queda no número de sepultamentos de forma “sustentável”, lembrando que os dados são de mortes no geral, e não apenas por Covid-19. “A nossa média anterior [antes da Covid-19] era em torno de 27”, afirmou.
Na semana passada, o Jornal Nacional colocou o mapa do Amazonas novamente em vermelho. O vereador voltou a comentar o assunto, lembrando que o resultado representa a reclassificação de óbitos ocorridos nos meses de abril e maio, durante o pico da pandemia no estado.
“Essa quarta-feira que passou, nós tivemos cerca de 150 óbitos reclassificados e, daqui a duas semanas, haverá uma outra onda de notificações desses óbitos passados. Portanto, não são óbitos recentes. São óbitos passados”, explicou o vereador, que é oposição às atuais gestões de Manaus e do Amazonas.
Assista ao vídeo em que o vereador explica os números:
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