Sol, chuva, frio e calor. Com tantas mudanças climáticas, as pessoas ficam naturalmente suscetíveis a algumas doenças. A conjuntivite é uma delas e costuma castigar ainda mais as crianças. De acordo com a American Academy of Ophthalmology, nos Estados Unidos, três milhões de dias letivos são perdidos anualmente por causa da conjuntivite. Na opinião de Renato Neves, médico oftalmologista e diretor do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, as crianças brasileiras são igualmente prejudicadas pela doença, que precisa ser bem controlada para não evoluir para um quadro mais agressivo.
O especialista explica que a conjuntivite é a inflamação da membrana que reveste a parte branca dos olhos (esclera). Tanto no inverno como no verão a doença tem picos de contaminação e o principal veículo transmissor é a mão. Os sintomas costumam permanecer por duas semanas e, além de medicamentos prescritos por um especialista, podem ser necessárias compressas mornas para aliviar o desconforto.
“Além da conjuntivite viral, que geralmente é causada pelo mesmo vírus da gripe comum, há a conjuntivite bacteriana – mais grave e que precisa ser tratada com antibióticos –, a conjuntivite tóxica/química – que costuma ser temporária e pode ser causada por xampus, condicionadores, cremes, maquiagem e sprays que atingem os olhos – e a conjuntivite alérgica, que é provocada por pelos, pólen e pó domiciliar. Independentemente de identificar a origem, é fundamental buscar ajuda especializada se a vermelhidão persistir por mais de dois dias, provocar irritação, coceira e incapacidade de a criança permanecer de olhos abertos”, diz o médico.
Mais do que manter lentes e óculos sempre muito limpos e evitar locais com alta concentração de pessoas, como a sala de aula e o transporte coletivo, Renato Neves diz que os pais devem prestar bastante atenção em sete fatores importantes para o controle da conjuntivite:
Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP) – www.eyecare.com.br
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