
IBGE: indústria do AM recua mais de 50% e estado tem piores indicadores do país em abril. Foto: Arquivo
Em abril, a indústria amazonense apresentou os piores indicadores do país: teve a maior queda em relação ao mês anterior (46,5%); a maior queda em relação a abril de 2019 (-53,9%) e o segundo pior desempenho no ano (2020) (-14,2%). O recuo registrado em abril é o maior de toda a séria histórica da pesquisa iniciada em 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com março de 2020, a indústria amazonense registrou queda de 46,5% em abril de 2020, queda maior do que a média nacional (-18,8%). No acumulado do ano, período de janeiro a abril, a indústria local já acumula queda de -14,2%, maior que a média nacional de -8,2%.
Quando se compara a produção industrial de abril de 2020 com mesmo mês do ano anterior, observa-se um resultado ainda mais negativo (-53,9%), sendo também a maior queda do país, e a maior da série histórica da pesquisa.
De acordo com o IBGE no Amazonas, esses fortes recuos refletem o agravamento dos efeitos do isolamento social por conta da pandemia da Covid-19 e que afetou o processo de produção em várias unidades produtivas no estado.
“A consequência é a clara diminuição do ritmo da produção, evidenciando o aprofundamento das paralisações ocorridas em diversas plantas industriais”, diz o instituto.
O desempenho da indústria amazonense de -46,5% em abril de 2020 em relação ao mês anterior foi o pior em relação às outras unidades da federação.
Na comparação, os piores desempenhos ficaram por conta do: Amazonas com -46,5%; Ceará -33,9% e Paraná com -28,7%.
As únicas unidades da federação com valores positivos foram: Pará (4,9%) e Goiás (2,3%).
O desempenho negativo (-53,9%) da indústria amazonense de abril de 2020 em comparação com abril de 2019 colocou o estado na última posição entre os estados do país. Os melhores ficaram por conta do Pará (37,6%) e Goiás (0,4%), como os únicos valores de crescimento.
Os piores desempenhos ficaram por conta do Amazonas com -53,9%, Ceará com, -53,0%, e Rio Grande do Sul, com -35,8%.
Em relação ao desempenho acumulado no período de janeiro a abril de 2020, a produção industrial amazonense apresentou valor de -14,2% em comparação com o mesmo de 2019. Os resultados positivos ficaram por conta do Rio de Janeiro, com 6,1%, e Pará, com 5,8%.
Os piores desempenhos ficaram por conta do Espírito Santo com -15,9%, Amazonas com -14,2% e Ceará com -14,1%.
Em abril de 2020, as indústrias extrativas tiveram resultado de -9,7% e as de transformação, resultado de -56,5%.
As atividades que mais contribuíram para esse resultado negativo foram: outros equipamentos de transportes (98,9%) (motocicletas e suas peças), fabricação de bebidas (-59,0%), fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-57,9%), fabricação de máquinas e equipamentos e materiais elétricos (-54,3%) (conversores, alarmes, condutores e baterias), impressão e reprodução de gravações (51,8%) (DVDs e discos).
Nove das dez atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram desempenho negativo em abril.
Outros equipamentos de transporte (motocicletas) e informática, produtos eletrônicos e óticos tiveram as maiores quedas da série histórica.
Quanto ao desempenho em 2020 por atividade industrial, apenas a fabricação de máquinas e equipamentos e impressão reprodução e gravações, estão com crescimento positivo (32,8 e 12,1% respectivamente).
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