14/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Hospital de Barreirinha recebe equipamentos contra Covid-19 e ganha novos leitos

Publicado em 02 de junho, 2020

Hospital de Barreirinha recebe equipamentos

Hospital de Barreirinha recebe equipamentos de avião, como reforço ao combate da pandemia de coronavírus

Oito aparelhos BiPAPs, para ventilação mecânica não invasiva, e sete cilindros de oxigênio chegaram ao sistema de saúde de Barreirinha. Os equipamentos, instalados nesta segunda (01/06), no hospital Coriolano Lindoso Cidade, são reforço na batalha contra o coronavírus. “Temos 12 leitos exclusivos para Covid-19 e vamos adaptar mais nove”, disse Péricles Vieira, secretário municipal de Saúde.

Os equipamentos foram transportados via aérea para a cidade. Chegaram no fim de semana. Barreirinha tem, segundo o boletim da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), de 1º/06, 299 contaminados por coronavírus. Três óbitos foram registrados no Município.

“A gente pensava que seria uma corrida de velocidade e é uma corrida de fundo. Enquanto não houver vacina, o Município terá que lutar, vida a vida, por cada barreirinhense. A pandemia é um inimigo feroz”, disse o prefeito Glênio Seixas.

O coordenador da Vigilância em Saúde de Barreirinha, Leopoldo Tavares, comemora o reforço. “Esse material serve para traçarmos novas estratégias de suporte aos pacientes”, disse.

 

Ventilação Não Invasiva

O BiPAP é um respirador mecânico usado no suporte ventilatório por pressão. Tem sido um aliado dos médicos na Ventilação Não Invasiva (VNI). Depois do primeiro momento da pandemia, os médicos tentam evitar a intubação e o BiPAP é fundamental na VNI, que antecede o uso da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O Município, como todos os demais do interior amazonense, não dispõe de UTI.

O primeiro caso de Covid-19 em Barreirinha foi confirmado no dia 1º de maio. Antes, porém, a Prefeitura preparou um setor exclusivo para tratamento de pacientes com a doença no Coriolano Lindoso Cidade.

 

Área indígena

O desafio da Prefeitura tem sido manter a área indígena, no rio Andirá, protegida do contágio. O bloqueio do rio e a vigilância das embarcações tem funcionado.

A Terra Indígena Marau/ Andirá é, predominantemente, a residência dos índios da etnia sateré-mawé.

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