
Informações são da diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto. Foto: Reprodução/Secom
As curvas de óbitos e de novos casos de Covid-19 foram decisivas para que a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) apoiasse a reabertura do comércio no estado durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo a diretora-presidente do órgão, Rosemary Costa Pinto, os números indicam que essas duas curvas têm estabilizado em Manaus, mais ainda há 17 cidades do interior em situação considerada crítica.
Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa no início da noite desta quarta-feira (27/5). Na ocasião, o governador Wilson Lima confirmou a reabertura do comércio em 1º de junho, próxima segunda-feira. A reabertura será em ciclos (veja aqui).
Na coletiva, Rosemary Pinto afirmou que as autoridades de saúde do estado consideraram a curva epidemiológica, quando decidiram apoiar a reabertura do comércio. Essa curva mais ampla leva em conta as curvas de casos e de óbitos.

Arte: Secom
Segundo a especialista, foram avaliadas principalmente as últimas três semanas. “Nós temos, em Manaus, uma estabilização do número de casos”, confirmou a diretora-presidente.
A primeira curva avaliada foi a de novos casos por semana. “Na semana 19, foram 3.085 casos em Manaus; na semana 2o, nós tivemos 3.554, e agora nós estamos na semana 21, a última avaliada, com 3.227 casos. Essa curva indica uma tendência de estabilidade. Não estamos dizendo que a epidemia acabou. Nós temos uma tendência de estabilidade”, esclareceu.

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A curva de mortes por Covid-19 também demonstra estabilidade na capital. “Quando nós avaliamos a curva de óbitos, nós vemos que, em Manaus, na semana 19, nós tivemos 292 óbitos; na semana 20, 260, e na semana 21, 256 óbitos”, enumerou Rosemary.
De acordo com a diretora-presidente da FVS-AM, atualmente, os casos no estado são influenciados principalmente pelo interior, onde há uma curva ascendente. “Por exemplo, na semana 19, nós tivemos 3.085 casos no interior; na semana 20, 4.198; e na semana 21, 5.793”, listou.
Ela destacou que ainda há 17 municípios do interior em um estado considerado crítico.
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