
Com apoio da Fapeam, Fiocruz Amazônia lançou edital de iniciação científica. Foto: Érico Xavier Fapeam
O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que lançou, na quinta-feira (14/5), edital para o Programa de Iniciação Científica (PIC). O edital conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). As inscrições são on-line e começaram nesta sexta-feira (15/5) e seguem até o dia 12 de junho.
O edital é destinado a estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Para efetuara a inscrição, o estudante deve enviar a documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail [email protected].
A Fapeam afirmou que a iniciação científica tem o objetivo de colocar o estudante em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. A fundação destacou que tem apoiado a formação de jovens cientistas por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic).
A diretora-presidente da fundação de amparo, Márcia Perales, destacou que um programa de iniciação científica é majoritariamente o primeiro contato do estudante de graduação com o mundo científico por meio da pesquisa aplicada ou básica.
“Por meio desse ‘primeiro passo’, abrem-se aos jovens pesquisadores perspectivas acadêmicas, antes desconhecidas. Além disso, ampliam-se horizontes em direção à produção inicial de novos conhecimentos nas diversas áreas, que podem contribuir para uma postura criativa, indagadora e executiva frente ao mundo e à sociedade. Esse é um caminho que também possibilita o acesso à ciência, contribuindo para a sua popularização”, acrescentou.
De acordo com o Governo do Amazonas, a parceria entre a Fapeam e o ILMD/Fiocruz Amazônia tem contribuído para a consolidação da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Estado. Para a coordenadora do PIC da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, o apoio da Fapeam aos estudantes, por meio de bolsas, é fundamental para a existência e desenvolvimento dos projetos de iniciação científica da Fiocruz Amazônia.
“Com o financiamento das bolsas e também do auxílio-pesquisa ao PIC, a Fapeam propicia aos alunos uma experiência única, estimulando o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade para a resolutividade dos problemas estudados ou alvo da pesquisa”, comentou.
Foram disponibilizadas 32 cotas de bolsas, incluindo duas bolsas para as coleções existentes na unidade, para a Fiocruz Amazônia. “Para este ano, esperamos obter o preenchimento total dessas cotas com a submissão de projetos pelos pesquisadores nas diferentes linhas de pesquisa. Além disso, o incremento no número de bolsas do programa de iniciação científica pela Fapeam, diante dos diversos cortes que a ciência vem sofrendo no País, demonstra um diferencial positivo quanto ao apoio à formação de recursos humanos no Estado”, explicou Priscila.
O ILMD/Fiocruz Amazônia também lançou um Banco de Currículo para que os estudantes possam depositar seus currículos e assim facilitar o acesso dos pesquisadores aos novos talentos.
Para participar do processo de seleção do PIC do ILMD/Fiocruz Amazônia, o candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital.
No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.
Devido ao contexto de pandemia, o processo seletivo do PIC será todo on-line, e o Banco de Currículo vai facilitar aos pesquisadores a busca e seleção de estudantes interessados em participar de iniciação científica na Fiocruz Amazônia.
Via Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), a Fapeam oferta para a edição 2020-2021 um total de 1.283 cotas de bolsas, distribuídas para estudantes de 14 instituições de ensino e pesquisa do Estado. O valor da bolsa para estudante de iniciação científica corresponde a R$400, ao mês, por 12 meses.
O programa permite às instituições de ensino e pesquisa do Estado desenvolver projetos de pesquisa com a colaboração de estudantes de graduação. Neste contexto de pandemia da Covid-19, segundo a Fapeam, as instituições têm inovado nos seus processos de seleção de jovens cientistas.
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