
Máscaras de tecido se tornam renda extra para as famílias. Fotos: Divulgação
Desde que iniciou a pandemia do Covid-19, muitas pessoas tiveram que adotar o home office e alguns até mesmo perderam o emprego, ou devido ao segmento autônomo que seguiam, precisaram parar suas atividades.
Com o objetivo de ganhar uma renda extra, pessoas tem investido na confecção e vendas de máscaras caseiras, no qual tem sido de uso obrigatório para evitar a propagação do coronavírus.
Um dos exemplos é o da podóloga Adrea Guedes que precisou suspender seus atendimentos. “Eu moro com meus pais e eles são do grupo de risco e como eu fazia atendimentos em domicílio, ficar indo de casa em casa me gerou muito medo, pelo fato de levar doença para a casa das pessoas e também de acabar me contaminado, pois passava o dia todo entrando e saindo de condomínios” explicou a profissional.
Por isso, a mesma decidiu investir na confecção das máscaras, pois sua mãe já possuía uma máquina de costura em casa que estava parada e a mesma só comprou tecidos e iniciou a produção. “A ideia, no começo, era vender pra conhecidos e familiares, mas depois de uma postagem no Instagram comecei a receber muitas encomendas. Atualmente é com a renda das vendas das máscaras e estamos nos sustentando”, afirmou Adrea.
As máscaras custam R$ 8 e ela entrega a partir de três unidades e não cobra taxa. O pagamento pode ser no cartão de crédito e débito. As máscaras são feitas de tricoline 100% algodão, de duplo tecido. Interessados podem entrar em contato no número (92) 99457-3381.
Já para Karliny Fernandes, que já atuava com artesanato e com produtos personalizados, o impacto foi grande porque com o início da pandemia, os clientes cancelaram praticamente todas as suas encomendas. “Então eu tive a ideia de fazer as máscaras porque eu já tinha amigas de fora do estado fazendo e eu vi nisso uma forma de sobreviver a essa situação, já que é desses personalizados que eu me sustento” disse ela.
A profissional conta ainda que confecciona cerca de 100 máscaras por dia, no caso do modelo simples. Já o personalizado, a produção fica em 50. As primeiras possuem duas camadas de algodão e as últimas são três camadas, uma de poliéster, uma de algodão e outra de TNT.
Uma unidade da máscara simples está custando R$ 7, sendo três por R$ 20. Já um kit das máscaras com visor custa R$ 20. As personalizadas estão saindo por R$ 10 a unidade e três por R$ 25.
Além disso, ainda há ainda o kit de máscara com tiara no valor de R$ 15. O cliente tem duas opções, pegar a encomenda no ateliê e fazer o pagamento por transferência ou entrega em domicílio a partir de R$ 15. Aos interessados podem entrar em contato com a Karliny pelo número (92) 99504-7309 / 98218-1867 ou pelo Instagram (@lojinhadaliny).
Renda extraPara garantir uma renda extra, a psicóloga e artesã Renata Fabiana também está com confecções de máscaras domésticas. Ela conta que no início, a confecção também era somente para os familiares, porém depois iniciou as vendas.
“A confecção e vendas estão funcionando bem, nossa produção não é intensa, minha mãe costura e eu vendo e entrego”, contou. As máscaras custam R$ 5 e são feitas de tricoline ou algodão, com camadas duplas e com abertura para que possa colocar o filtro de papel.
A profissional informou ainda que a entrega tem uma taxa também de R$ 5 e o pedido tem que ser de no mínimo cinco unidades. Os interessados podem entrar em contato pelo Instagram (@omundodafabi) ou pelo (84) 99429-8084.
Quem também teve que se adaptar a situação da pandemia foi a Lux Boutique de Festa que se juntou com a Sue Decorações e está confeccionando máscaras domésticas.
“Quando ocorreu a pandemia procuramos uma diversificação para ajudar o próximo e a nós mesmos, e com essa parceria estamos juntos nessa fazendo máscaras personalizadas e ajudando o que for preciso para combater esse vírus, pois o meio de eventos é um dos que mais sofreu nesse ano, mas temos esperança de que tudo vai melhorar”, disse uma das responsáveis Samanta Afonso.
As máscaras possuem duas camadas, sendo uma de tricoline 100% algodão e o TNT (tecido não tecido) 0.40 “São laváveis e na embalagem vem suas instruções, duram em torno de 15 dias e os clientes estão gostando muito” afirmou ela.
Em relação ao valor, as máscaras lisas custas R$ 10 e as estampadas R$14. O cliente pode fazer a retirada no estabelecimento, ou se preferir calculam a taxa de entrega pelo motobee que, dependendo da zona, custa em torno de R$ 10,00. Para mais informações entre em contato com (92) 98454-5855 / 98248-9236 ou pelo Instagram (@luxboutiquedefesta).
DoaçõesQuem também está confeccionando máscaras é a Associação de Mulheres Indígenas Sateré Mawé (Amism). As encomendas são feitas por meio do telefone (92) 98159-2712 e custam R$ 5 a unidade e três saem por R$ 10. O tecido utilizado é o Tricoline.
Como a associação se sustentava principalmente pelo artesanato, os indígenas também estão recebendo doação de tecido para a confecção das máscaras, pode ser TNT, agulhas de máquinas, elásticos, tesouras, entre outros.
Há também a opção de doar com dinheiro para a Conta Bradesco – Ag. 3736, Conta: 0706944-8, Samela Lorena V. Marteninghi, CPF 032.725.352-50. Para mais informações pode entrar em contato pelo Instagram (@amism_sateremawe) ou pelo número (92) 8159-2712.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem orientado bastante a população a respeito do uso das máscaras caseiras, pois é uma forma eficaz de proteção contra o coronavírus, além de que elas evitam que sejam compradas máscaras de uso profissional e desabasteçam as unidades de saúde.
De acordo com a Agência, A máscara deve ser feita nas medidas corretas para cobrir totalmente a boca e o nariz, sem deixar espaços nas laterais. Deve ser confeccionada com tecido confortável e adaptar-se bem ao rosto, para evitar sua recolocação toda hora.
Para a confecção da máscara, são recomendados tecidos 100% algodão ou cotton. Também pode ser utilizado o “tecido não tecido” (TNT), feito de material sintético, desde que o fabricante garanta que o produto não causa alergia e seja adequado para uso humano. Devem ser evitados os materiais que possam irritar a pele, como poliéster puro e outros tecidos sintéticos.
A Anvisa também orienta que as máscaras caseiras devem ser usadas pelo período de no máximo três horas, em situações de saída da residência, e sempre se respeitando a distância entre as pessoas. Além disso, não devem ser manipuladas enquanto a pessoa estiver na rua e, antes de serem retiradas, deve-se lavar as mãos.
É importante ressaltar que, apesar de ajudar na prevenção contra o vírus, as máscaras não substituem os cuidados básicos de higiene recomendados pelo Ministério da Saúde, como lavar as mãos, evitar tocar olho, boca e nariz, usar álcool em gel, se manter distante das pessoas, limpar a superfície de maçanetas, corrimão, entre outros.
Reportagem: Fabrinne Guimarães
Veja mais notícias em Cidade