
Secretária Simone Papaiz afirmou que Susam quer levar casos de Covid-19 para locais como HUGV e Beneficente e liberar outras unidades de saúde a pacientes com outras doenças. Foto: Reprodução/Secom
A ocupação de unidades de saúde de Manaus com pacientes infectados pelo novo coronavírus tem preocupado a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), segundo a secretária Simone Papaiz. Na coletiva on-line desta terça-feira (21/4), ela afirmou que a pasta aguarda a liberação de leitos no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e no Hospital Beneficente Portuguesa para transferir pacientes com Covid-19 para esses locais, deixando espaços como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) livres para pacientes com outras doenças.
Segundo a titular da Susam, a medida visa evitar a contaminação de pacientes que não estão infectados pela doença causada pelo novo coronavírus. “À medida em que a gente consegue aumentar número de leitos, seja cinco, dez, 15, 20, a gente consegue tirar esses pacientes das Unidades de Pronto Atendimento, das UPAs, para uma unidade de referência. Isso impacta não somente na assistência quanto na contaminação”, destacou Simone Papaiz.
A transferência de pacientes infectados pelo novo coronavírus também busca evitar que profissionais de saúde adoeçam de Covid-19. “É fundamental para que a gente consiga tirar esses pacientes Covid do contato, da proximidade, de pacientes com outras comorbidades, para evitar a contaminação de profissionais e evitar a contaminação de pacientes que não têm a doença e por outro motivo está dentro daquela unidade hospitalar”, disse a secretária.
De acordo com Simone Papaiz, além dos pacientes com Covid-19, as unidades precisam continuar prestando atendimento a pessoas que têm outras doenças. Ela lembrou os casos de pacientes com câncer, doenças neurológicas, entre outras comorbidades. E também enfatizou que o Amazonas já tinha déficit de leitos de internação.
“Essa deficiência não é atual. Isso foi com o decorrer do tempo. Essa deficiência de leitos de UTIs veio, infelizmente, nesse momento do Covid impactar na assistência porque ao mesmo tempo que nós temos pacientes necessitando de leitos para o atendimento de Covid, nós continuamos com as demandas de traumas por acidentes, pacientes infartados, pacientes hipertensos descompensados. Têm uma série de comorbidades que a gente chama, que são doenças, inclusive doenças pré-existentes que precisam do atendimento”, disse.
A secretária afirmou que há uma busca constante para que os leitos sejam ampliados no HUGV. Além disso, segundo ela, a Susam está aguardando liberação de leitos na Beneficente Portuguesa. “Temos esse desafio de implantar os leitos para que a gente possa dar suporte às comorbidades, às doenças existentes, inclusive de urgência e emergência, e ao mesmo tempo tempo dar assistência aos pacientes com Covid”, reforçou.
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