20/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Coronavírus: MS alerta que Manaus não pode relaxar as medidas de isolamento

Publicado em 12 de abril, 2020

Os secretários de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira e executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, durante a divulgação do boletim técnico do Ministério da Saúde e a atualização das ações de enfrentamento ao coronavírus, nesse sábado. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério da Saúde (MS) afirmou, nesse sábado (11/4), que quatro cidades estão em situação crítica diante da pandemia do novo coronavírus. Manaus, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro não podem relaxar medidas de isolamento social, segundo a pasta. O MS alertou que a capital do Amazonas está quase atingindo a capacidade máxima de atendimento dos hospitais.

A avaliação é dos secretários executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, e de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira. Eles fizeram o alerta na entrevista coletiva de sábado, enquanto apresentavam o Boletim Epidemiológico Diário.

Até sábado, o país registrou 1.124 mortes em decorrência do novo coronavírus  20.727 casos confirmados da doença. O estado de São Paulo concentra o maior número de casos (8.419) e de mortes (560). No Amazonas, há 1.050 casos e 53 mortes. No Ceará, são 1.582 infectados e 67 óbitos. No Rio de Janeiro, há 2.607 casos confirmados e 155 mortes.

Isolamento social

Segundo Wanderson, é preciso manter o isolamento social para que não seja necessária medida mais drástica, como o bloqueio total (lockdown, em inglês). Ele destacou que o bloqueio total é “uma medida muito amarga que traz impactos econômicos bastante expressivos” e a expectativa é que isso não seja necessário no Brasil.

“Para isso, é fundamental que o distanciamento social não seja relaxado, especialmente em Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo”, disse Wanderson.

Manaus

Gabbardo disse que Manaus está chegando quase à capacidade máxima de atendimento dos hospitais. “Se não tomarmos uma medida, o número de casos vai ultrapassar a nossa capacidade de atendimento. As pessoas poderão ficar desassistidas”, disse.

Por isso, ele informou que foram liberado recursos para a construção de um hospital de campanha para atender a população indígena e haverá aumento de 350 leitos no hospital de referência para a Covid-19 na cidade. Segundo Gabbardo, já foram enviados 20 respiradores e outros 20 ainda serão enviados. Outra medida será o reforço da equipe de médicos intensivistas.

Gabbardo disse que o Amazonas será o primeiro estado a receber apoio do programa Conta Comigo, em que profissionais de saúde se cadastraram para atender à população. “A parir de 13 de abril, vamos convocar profissionais para atuar em Manaus”.

De acordo com ele, Fortaleza provavelmente será a segunda cidade ter profissionais cadastrados convocados para atuar no enfrentamento da covid-19.

Em São Paulo, Wanderson disse que o distanciamento social ainda está abaixo do necessário. “A gente enxerga isso como potencial acelerador do número de casos”, afirmou.

Equipamentos

Gabbardo afirmou que 60 respiradores que seriam importados foram retidos pela Receita Federal e distribuídos para estados com situação “mais crítica”: 30 para o Ceará, 20 para Amazonas e 10 para o Amapá. “Foram somados a 260 respiradores já instalados nos hospitais”, disse. Outros 150 respiradores estão sendo encaminhados para as unidades de atendimento.

Ele acrescentou que outros 15 mil respiradores serão entregues por empresas brasileiras, mas ainda existe a possibilidade de importação. “Nosso plano B é a produção nacional tanto de máscaras quanto de respiradores. Não significa que ainda não vamos tentar o mercado internacional ou mercado chinês porque algumas operações estão dando certo”, disse Gabbardo.

O secretário Executivo informou que 240 milhões de máscaras vão ser trazidas para o Brasil em 20 aviões. Gabbardo acrescentou que a distribuição de equipamentos não será feita de forma aleatória, mas conforme a necessidade de cada cidade.

Fonte: Agência Brasil

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