
‘Se eu estivesse em Manaus hoje, estaria extremamente preocupado’, disse Mandetta, na coletiva desta terça-feira. Foto: Reprodução/TV Brasil
Na entrevista coletiva desta terça-feira (7), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta voltou a citar a capital do Amazonas. “Se eu estivesse em Manaus hoje, eu estaria extremamente preocupado”, disse, ao responder uma pergunta sobre a flexibilização do isolamento por cidades, o chamado isolamento seletivo sugerido pelo Ministério da Saúde (MS).
Mandetta explicou que cada cidade adota as medidas necessárias às situações que se apresentam. Segundo ele, São Paulo, por exemplo, agora tem parâmetros estipulados pelo Ministério da Saúde para adotar e reforçar medidas restritivas. Já cidades pequenas, onde não há, por exemplo, registros de casos de coronavírus ou situações que preocupem as autoridades de saúde, não precisariam adotar ações mais severas.
O ministro reforçou que as medidas devem ser adotadas pelas autoridades locais. O Ministério apenas estabeleceu critérios, segundo ele. “O Ministério da Saúde nunca é quem adota o grau de rigidez”, afirmou.
De acordo com Mandetta, os Estados e Municípios têm autonomia para determinar medidas e direcionar como serão desenvolvidas as ações do Sistema Único de Saúde (SUS). “O SUS é um sistema capilarizado na ponta. Ele acontece na cidade, com o prefeito, com o governador. Não vai ser o Ministério que vai falar ‘fecha o bar’, ‘fecha o teatro’, ‘para o ônibus’, ‘aumenta isso’, ‘não vai no metrô'”, exemplificou.
Ele citou cidades que estão precisando garantir medidas mais severas, neste momento. “Se eu estivesse em Manaus hoje, eu estaria extremamente preocupado. Se eu estivesse em Fortaleza, extremamente preocupado. A gente tem dito aqui em todas as nossas apresentações: ‘atenção, cidade tal, cidade tal, cidade tal, vocês são cidades que estão com os números chamando a atenção aqui do radar nacional”, disse.